segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Porto 3-1 Sporting :: perdeu-se em campo, mas o Sporting está vivo!

Ontem recuperamos parte de uma identidade Sportinguista há muito perdida. Isto é uma vitória desta Direcção, dos Adeptos e de todos que querem que o Sporting volte rapidamente a ser um clube respeitado. Não podia começar por outro lado a falar sobre este jogo.

Comprei o bilhete para ir ao Dragão no Solar do Norte. Aliás, não me canso de falar sobre esta instituição e sobre o que ela representa para quem é Sportinguista no Porto. Ontem, o Solar registou a maior assistência que me lembro desde que vou ao futebol. Respirava-se Sportinguismo, confiança, mas acima de tudo muita clarividência sobre  o que esperar do jogo que se ia realizar à noite. Sem euforias e também sem dramatismos. Isso, neste momento, já de si é uma vitória muito importante para quem quer um Sporting forte.

Fora 3.500 Leões no Dragão. Não me lembro de um apoio tão forte e maciço das gentes Leoninas na casa do Porto. O longo caminho que temos ainda pela frente, nunca poderá ter sucesso se não voltarmos a acreditar que a nossa força é brutal, que temos mais de um século de histórias para contar e que o Sporting nunca vai acabar. Foi isso que demonstramos durante mais de 2 horas, é nisso que teremos de continuar a acreditar e nunca esquecer o que é mais importante: o caminho é longo e sinuoso. Há que saber contornar as dificuldades.

A melhor definição que encontrei para o que aconteceu durante os 90 minutos está num jornal desportivo, a lei do mais forte. A verdade dura e crua, e na brincadeira até disse que o Lucho tem mais anos de futebol de alto nível que a idade do William Carvalho.



O Sporting não entrou bem, foram 45 minutos estranhos, com falta de consistência no meio campo, e com as laterais muito presas. Raramente criamos perigo, sofremos o golo cedo e se o jogo já de si era complicado, então tornou-se ainda mais difícil alterar o seu rumo.

Mas este Sporting tem personalidade. É isto que até agora Leonardo Jardim conseguiu trazer a esta equipa. Não se abate com tanta facilidade. Um teste de fogo já tinha acontecido esta época quando empatámos com o Rio Ave em casa e depois vencemos na jornada seguinte fora de casa. Ontem, não desistimos. Não viramos a cara à luta, não se amedrontou a equipa e procurou dignificar a camisola que todos adoramos.

A segunda parte traz um Sporting mais veloz, mais próximo da baliza de Helton, mas propenso a ser apanhado em contra pé. Tudo isso aconteceu. Marcamos o golo do empate. Vibrou-se durante 2 minutos. O golo sofrido de imediato colocou as nossa fragilidades defensivas a nú, embora conhecidas, e percebe-se que ainda há muito para fazer nesse sector. 

O "elan" que o golo do empate poderia trazer para, quem saber, discutir a vitória, transformou-se num incentivo para o Porto acreditar que em casa ainda ia mandar eles. Respiramos e mantivemos a cabeça fora de água, primeiro por Montero e depois por Piris, o empate esteve para acontecer, mas no contra golpe sofremos o terceiro e a história para o clássico estava escrita.

Perdemos. É isso que fica, e eu digo que foi uma derrota justa embora a diferença mínima se aceitasse melhor. Para o campeonato levamos 0 pontos do Dragão, mas no caminho longo e duro que pretendemos continuar a percorrer para que o Sporting volte ao topo do futebol nacional conseguimos manter intactas as esperanças que estamos na direcção certa. 



A equipa agradeceu o apoio dos milhares nas bancadas, o Presidente e o Inácio fizeram questão de cumprimentar quem se deslocou ao Dragão para apoiar o nosso grande amor. E o momento foi tão importante, que o speaker do Dragão sentiu a necessidade de colocar a música mais alto quando em uníssono se cantou pelo Sporting.

Por fim, não poderia deixar de lamentar a cena que o "stewards"  protagonizaram ainda antes do jogo começar. "Roubar" uma faixa à claque incendiando os ânimos, se não foi de propósito quase pareceu. Há coisas que só acontecem a nós e em certos locais. Se supostamente a faxia tinha algo de ofensivo porque raio, com "stewards", polícias e spotters e conhecendo os responsáveis das claques não se consegue encontrar um entendimento. O vídeo que coloco mostra como um pequeno incidente poderia ter desencadeado uma acção bem mais perigosa.


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