sábado, 18 de outubro de 2014

Porto 1 - 3 Sporting :: fomos enormes!


Obrigado, fomos enormes. Sim, todos. Adeptos, jogadores, equipa técnica e direcção estamos de parabéns por uma vitória absolutamente fantástica. O Sporting segue em frente na Taça de Portugal com inteira justiça, num jogo dominado pela nossa equipa.

A segurança foi o tema mais debatido durante a semana. Quiseram fazer de Bruno de Carvalho um vilão. O Porto respondeu com uma "jaula" de segurança. O futebol moderno está cada vez mas para isso. Em parte somos culpados, todos. E agora temos de entrar no jogo. Na Luz e no Dragão atiram-nos para os piores lugares dos estádios, não creio haver razão para não fazermos o mesmo.

A "jaula" que hoje nos destinaram no Dragão não estava dimensionada para os 4 mil Leões que se deslocaram ao estádio. Condições de terceiro mundo num estádio de "Euro". Não era difícil prever, quem conhece o estádio percebia logo mal entrasse no bancada que nos estava destinada. Numa pequena conversa com um steward bastou um "claro que foram vendidos mais bilhetes que os que cabem aqui". E assim vai o futebol nacional!

Mas isso não demoveu a crença e determinação que os adeptos que hoje estiveram no Dragão tinham na equipa e na vitória. Acredita-se muito no trabalho que está a ser efetuado por Marco Silva. Mesmo sendo uma equipa de tostões quando comparada com os fundos de milhões que vestia de azul e branco e que estava do outro lado da barricada.

O Sporting começou bem e com 30 segundos de jogo já a bola batia no poste de Andrés Fernandez. Era mote que a equipa necessitava, estava dado o pontapé inicial que nos levaria à vitória final.

Foram 4 alterações que Marco Silva efetuou com a entrada de Paulo Oliveira (ao lado de Maurício), Capel na esquerda, Jonathan Silva a defesa esquerdo e Montero na frente.

O meio campo leonino rapidamente começou a tomar conta do jogo. William Carvalho imperial, João Mário a passos largos de se tornar um indispensável do Sporting e Adrien a comandar as tropas. Nani começou bem cedo a mostrar porque é, indiscutivelmente, um dos melhores jogadores a actuar no nosso campeonato. Técnica incrível com a bola no 1 contra 1, sempre a procurar espaços para o golo, foi uma das melhores exibições individuais de um jogador do Sporting no estádio do Dragão. Qualidade, criatividade e golo.

À passagem da meia hora surge o primeiro do Sporting. Erro defensivo do Porto e um auto golo de Marcano que estava a ser pressionado por Montero. O Sporting começava a traduzir em golos o domínio na partida.

O problema passa sempre por manter a vantagem o mais tempo possível. O Porto iria reagir e era necessário que a defesa não falhasse num momento tão importante como este de estar à frente no marcador. Mas foram precisos apenas 4 minutos para o empate ser restabelecido numa grande abertura de Quintero para Jackson que Patrício não defendeu. A única que conseguiu passar a linha de golo da baliza defendida pelo nosso guarda redes.


Que fibra tem este Sporting? No Dragão, depois de sofrer o empate e num ambiente sempre adverso, reagiu e não foram precisos 4 minutos, novamente, para Nani, assistido por Montero, marcar um golão de levantar o estádio. Pelo menos os 4 mil que estavam de verde e branco.

O intervalo chegou com a vantagem justa no marcador.

A segunda parte iria ser uma incógnita, pelo menos era o que eu pensava. Lembrei-me do jogo do campeonato e da forma como o Porto entrou em Alvalade para os segundos 45 minutos. Não aconteceu!

O Sporting estava implacável. No meio campo a fechar, a partir para o contra ataque, na defesa a controlar, menos quando Jackson em fora de jogo arranca uma grande penalidade a Maurício.

Das bancadas, porém, só se ouvia "Patrício vai defender". A confiança dos adeptos em Rui Patrício é absolutamente incrível. Atirou-se para o seu lado direito e a explosão de alegria foi enorme. Estava vingada a palhaçada dos papéis do ano passado e dos agradecimentos irónicos que no ano passado sofreu naquele mesmo estádio. 

O Sporting continuava na frente do marcador.

Marco Silva começou a mexer na equipa, Slimani primeiro, Carrilo mais tarde. Convinha não esquecer que o jogo era a eliminar e poderia haver o risco de prolongamento. Mas o Sporting não estava para isso. Imperial a trocar a bola, seguro, incisivo, a dar um autêntico festival de bem jogar na segunda parte. O 3-1 surgiu com naturalidade, o vencedor da noite estava encontrado. Deu para entrar Rosell para segurar a qualificação.

Os últimos 7 minutos no Dragão, mais 3 de descontos, são absolutamente épicos. Povo azul e branco a abandonar o estádio ao som de adeus leoninos, os olés de uma equipa forte e controladora, com um pouco mais de calma e o resultado tinha sido estrondoso e o final apoteótico de uma vitória inteiramente justa com todos a abraçarem-se brindando a equipa com uma estrondosa salva de palmas!

Venceu e convenceu. Lutou-se até à exaustão e acreditou-se sempre que era possível seguir em frente na Taça de Portugal. Hoje como já se acreditava desde o dia em que as bolas da sorte ditaram este clássico no Dragão.

Com mais de 35 minutos fechados no estádio, por razões naturais de segurança, eis que Bruno de Carvalho aparece, como já tinha feito na última vez quando perdemos para o campeonato, a saudar os milhares de adeptos leoninos.

Formos enormes e nunca uma vitória assentou tão bem com hoje. Obrigado Leões!

2 comentários:

The Cure disse...

Excelente texto. Parabéns.

Obrigado SPORTING!

Leo Filo disse...

Bom jogo do SCP e excelente vitória.
Rui Patrício está em excelente forma.
W. Carvalho parece querer voltar aos seus melhores dias e está a ter a importância que teve na última temporada.
Adrien e JM completam muito bem o trio de meio campo.
Nani joga e faz jogar dando toda a tranquilidade e confiança que a equipa precisa, impondo respeito às equipas adversárias.
A defesa vai escondendo os seus problemas, principalmente no centro, não havendo, por ora, um que se destaque pela positiva.
Marco Silva está a corresponder ao que dele se esperava, demonstrando que as críticas iniciais eram prematuras. Basta lembrar os jogos da segunda metade da temporada passada, sendo que os jogadores são praticamente os mesmos, com excepção de Nani que se destaca de todos os outros, mas também falta Rojo no centro da defesa.
As exibições tem sido, de um modo geral, melhores que os resultados.
Uma vitória que poderá, mais do que a importãncia de continuar na taça, ser muito motivadora para os jogadores que ficam mais confiantes nas suas capacidades.