terça-feira, 3 de março de 2015

A homenagem a Pedro Proença!


O Sporting, com esta Direcção, tem promovido a discussão do estado do futebol português. Goste-se ou não do estilo de Bruno de Carvalho, têm sido apresentados documentos com propostas, ideias, resoluções, para que a melhoria do futebol português seja uma realidade.

Claro que é mais fácil criticar o actual Presidente, seja pelos excesso de comunicados, pelo blackout (que não concordei), pela guerra aos fundos, pela disciplina e rigor impostos em Alvalade e por aí fora, mas não se quer ver o que verdadeiramente interessa quando falamos da maior competição nacional: a arbitragem!

Não há dúvidas que os que mais podem reclamar das arbitragens nos últimos 30 anos são os pequenos clubes. Juntos terão sido os mais prejudicados, mas é também verdade que raramente fazem algo para que isso seja alterado. Apenas e só vão-se colocado ao sabor do vento consoante os favores que lhes vão sendo feitos.

Quando a história chega aos três grandes, e repartindo os "favores", é óbvio que nesse mesmo período temporal o Sporting é largamente o menos beneficiado. E sinceramente, o que mais gostava é que nunca tivesse sido beneficiado.

Daí que não me espante muito que o tenhamos homenageado o árbitro que mais se tem destacado nos últimos anos em Portugal, o benfiquista Pedro Proença.

Nem fui ver se este árbitro nos prejudicou muito ou pouco, e nem isso me interessa muito, o que devia ser importante nesta altura era perceber o que vão os clubes fazer para que a arbitragem em Portugal evolua na direcção do profissionalismo. Ainda no domingo, num clássico sem casos, um árbitro jovem que carrega no seu adn o passado que não se quer ver repetido, fez aquilo que deveria ser natural e exigido por todos. 

O que deveria preocupar todos os clubes era a luta pela tal verdade desportiva, não a demagógica que todos os dias se escreve e fala por aí, mas a das medidas concretas que deviam abranger tudo e todos, desde o Presidente da APAF até ao mais pequeno clube dos escalões inferiores, onde aí sim, tanto se passa e raramente é falado.

Homenagear Pedro Proença e outros árbitros não devia ser uma surpresa, mas sim um acto normal como quando se celebra a carreira de um grande futebolista ou treinador!

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