sábado, 15 de agosto de 2015

Tondela 1-2 Sporting :: limpinho!


Um vitória justa da única equipa que mereceu sair de Aveiro com os 3 pontos!

Mas vamos recuar. O Sporting no domingo passado venceu com classe o Benfica conquistando a Supertaça. Acrescendo o facto de ter Jesus como treinador, a semana foi fértil em momentos em que visavam "atingir" o clube. A história das sms foi um desses momentos. Simples até de resolver, alguém, com facilidade, poderia mostrar as mensagens, e só tenho pena que apenas ontem Jesus o tenha dito categoricamente. Mas se esse momento vai e vem, desaparecendo com facilidade e só podemos dar a importância porque o futebol por vezes, também, vive disto, durante a semana vi alguma euforia desmedida por parte dos adeptos do Sporting para a primeira jornada do campeonato.

Bem sei que houve momentos no jogo do Algarve que nos deixaram, a todos, a pensar na diferença entre o que tínhamos e o que podemos vir a ter. Bem sei que sabe bem vencer ao velho rival um troféu, bem sei que é óptimo jogar fora em "casa" e que, estamos com um plantel mais equilibrado e, aparentemente, motivado. O Sporting ia a Aveiro para conquistar os 3 pontos de forma inequívoca, mas era preciso fazê-lo e bem dentro de campo.



Que grande ambiente se viveu antes, durante e após o jogo em torno de um dos piores estádios do Euro 2004. Abandonado, destruído e quase sem manutenção, pouco utilizado e de acessibilidades quase nulas (demorei, como quase sempre, mais de 1h30m para sair da zona circundante do estádio). O que vale é que os Sportinguistas, mais que nunca, estão ao lado da equipa como ontem se viu. A recepção ao autocarro do clube deu, certamente, para os jogadores que agora chegaram ao clube perceberem a dimensão do Sporting Clube de Portugal.

O jogo começou bem diferente do que seria esperado, apesar do 11 ser aquele que ninguém tinha dúvidas. Foram 10 minutos apáticos, onde deu para perceber que o Tondela não ia jogar cá atrás, aliás, os 3 homens da frente bastante subidos e pressionantes, a criar algumas dificuldades iniciais nas nossas transições de jogo, provavelmente, algo que a equipa não contava.

Depois seguiram-se 15 minutos de Sporting fantásticos. E o pecado capital foi não ter resolvido o jogo nesse período. Foram 3 oportunidades desperdiçadas de golo cantado e só João Mário conseguiu desbloquear a baliza de Matt Jones, que, como habitualmente faz diante do Sporting, estava numa noite inspirada.

O Sporting não ampliou a vantagem, tivesse feito e a crónica do jogo seria bem diferente. O Tondela apesar de ter equilibrado até ao intervalo, a realidade é que chegou ao final da primeira parte sem uma oportunidade de golo.

A segunda, começa com o Sporting muito diferente do que vimos no Algarve. Mais preso de movimentos, com alguns jogadores a denotarem cansaço, Ruiz e Téo, e não foi preciso esperar muito para num misto de "habilidade", desatenção e sorte, o Tondela chegar ao golo, na única oportunidade que teve no jogo. Foi o abanão que precisava a equipa e os adeptos, para se perceber que muitos jogos destes vão acontecer ao longo da época, e só com humildade e trabalho, como ontem aconteceu, é que os vamos vencer. O Sporting tradicionalmente é um "alvo a abater" e este ano, ainda mais!

Jesus tinha o seu primeiro grande teste à frente do clube. Partir atrás do prejuízo, não podíamos começar o campeonato com apenas 1 ponto. As alterações acabaram por ser naturais, com dois dos reforços mais cansados a saírem, Bryan Rui e Téo Guitierrez, para dar lugar a Carlos Mané e Montero.

A intensidade aumentou, os jogadores começaram a imprimir mais velocidade, mas notava-se, que ainda há muito trabalho pela frente, óbvio, e que a bola não estava a circular com a fluidez natural que vimos há 1 semana atrás. Excepção feita, em meu entender, para João Mário, que exibição absolutamente fantástica, e Carrillo que voltou a ser importante na forma como em determinados lances conseguiu criar desequilíbrios.

Mas o tic-tac do relógio não parava e o apito final aproximava-se perigosamente. Com o apoio incrível das bancadas, os adeptos do Sporting nunca deixaram de acreditar, surge para mim o momento do jogo. A substituição de João Mário por Gélson. Eu, sou sincero, não contava com ela. Pensei mesmo que Jesus já nem iria gastar a terceira substituição. Fosse mais cedo, ainda a compreendia, e nunca pensei que ele fosse tirar o João. Tirou e bem, porque acabamos por vencer, Gélson esteve no lance indiscutível da grande penalidade e Adrien, exímio marcador de lances de 11 metros, não falhou.

Para gáudio dos mais de 20 mil adeptos do Sporting que fizeram de Aveiro um mini-Alvalade, era tempo de voltar a sorrir. O pés, e bem, tinha chegado novamente à terra para assentar, depois de uma semana muito intensa. É bom que tenhamos a consciência que ainda há muito trabalho pela frente e que na terça é preciso jogar muito mais, num jogo de importância capital para o resto da época.



Uma última nota para o minuto de silêncio que foi respeitado em memória a Jorge Gonçalves, que, certamente, no lugar onde está agora, terá ficado muito contente com a vitória do nosso Sporting!

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