segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sporting 1-0 Belenenses :: arrancada a ferros a quinta vitória consecutiva!

foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

Alvalade definitivamente, na era Jorge Jesus, não é um lugar fácil para conquistar os merecidos 3 pontos. O Sporting domina, tem posse de bola, remata muito mais que o adversário, há casos em que os onze do outro lado nem visam a baliza de Rui Patrício, mas a história da Liga Portuguesa 15/16 no nosso reduto diz que em 5 jogos, nas 4 vitórias, 3 são pela margem mínima.

Jogos à segunda feira à noite já são maus, na minha opinião serão sempre uma falta de respeito pelos adeptos que querem ir ao estádio. Às 19 horas de segunda é péssimo. Fica o apontamento porque haverá um altura em que os responsáveis da Liga/Federação e certos meios de comunicação social que já foram o monopólio do futebol em Portugal vão perceber que sem nós, não lhes chegam 22 rapazes a dar chutos numa bola.

Jorge Jesus mexeu na equipa o suficiente para cobrir Jefferson e diga-se que Jonathan Silva substituiu muito bem na sua posição, mas, não foi um Sporting com a garra que se viu em Moscovo ou no derby para a Taça contra o Benfica. Longe disso,

Claro que chegamos ao final do jogo e todas as estatística possíveis dizem que, a haver um vencedor, apenas poderia ser o Sporting. Mas, mais uma vez, houve muita incapacidade da nossa parte contra equipas inofensivas como foi o caso do Belenenses esta noite.

O que me custa cada vez mais, nestes jogos tão complicados, é a falta de remates. Longe, à entrada área, dentro dela, de qualquer lado, o Sporting tem um incapacidade incrível para usar mais vezes esta forma de colocar a bola no fundo das redes. Não sei se por vontade do treinador, porque pode ser este o caso, pois os jogadores tentam a todo o custo entrar dentro da área e colocar ou no ponta de lança ou num outro jogador que esteja solto, mas, quando tudo falha, não há quem remate. De livre e espontânea vontade.

Curioso, fica também este apontamento, que há cada vez mais equipas que vão a Alvalade e nos trocam as voltas escolhendo jogar na primeira parte para Norte.

Primeira parte que fica, de resto, marcada pelo grande momento de Bryan "Barbosa" Ruiz quando decorria o minuto 38. Ninguém se lembrará, nesta altura que conquistamos os 3 pontos, que Slimani estava sozinho e se tem o costa riquenho assistido, provavelmente tínhamos marcado mais cedo. Foi sublime a jogada que ele protagonizou. Aliás, Bryan Ruiz, cada dia que passa a mostrar porque vale cada cêntimo gasto na sua contratação.

Não mudou muito o estilo de joga na segunda parte. O Sporting a procurar o golo e o Belenenses a evitar a todo o custo sair de Alvalade sem pontos. 

Pausa para falar de Montero. 

Viveu já grandes momentos em Alvalade, especialmente quando marcou que se fartou. Depois passou por um período de seca absolutamente anormal entre um misto de azelhice e perseguição por parte dos homens do apito. A moral foi caindo, de tal forma, que se lhe atribuirmos um valor não devia dar para comprar uma acção do BCP. Depois foi recuperando o seu espaço mas encontrou Slimani num momento incrível com golos e mais golos e decisivos.

Montero tem muita qualidade não só no remate como na assistência, é talentoso. Está, aos poucos, com JJ, a recuperar a posição e o destaque que merece e que os adeptos do Sporting têm de ajudar neste processo. Hoje teve bons momentos que culminou com um remate fantástico que merecia golo. O caminho faz-se caminhando e o colombiano vai voltar a dar-nos muitas alegrias.

Saiu e entrou Tanaka. O japonês que este ano só teve destaque na entrevista fantástica que deu a falar sobre o grupo que é o Sporting, não vira a cara à luta.  É tudo isto, jogadores que entram quando são precisos, os que não viram a cara à luta, os jovens com "sangue na guelra", os que percebem que o dinheiro em janeiro não é tudo, que o Sporting tem estado a construir e que permite acreditar que podemos ir longe.

O golo surgiu já praticamente em cima do minuto 90. Ou melhor, o lance da grande penalidade, limpinha, cometida por Tonel, numa ingenuidade que, claro, não nos vamos livrar de levar com "Manacas". Esperemos que o resultado final seja o mesmo que no ano em que o Manaca ficou célebre. O Sporting agradece!

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