domingo, 17 de janeiro de 2016

Contas consolidadas aprovadas e para quando o fim do Conselho Leonino?


Foram 260 sócios que marcaram presença na AG do Sporting, dos quais 40 intervieram na assembleia magna do clube. Rui Barreiro, que tinha sido convidado a falar, prefere continuar a fazê-lo na praça pública. Mas já lá vamos!

O momento mais importante da reunião leonina foi a aprovação das contas consolidadas por 98% dos sócios. Contas essas com resultados positivos e onde já se inclui a reserva de 12 milhões para o que vier a acontecer do caso Doyen, que para já é desfavorável ao clube.

A sequência de resultados positivos do Sporting é, de facto, algo que devemos congratular a direcção actual, pois tem sido capaz de dirigir os destinos do clube de forma muito controlada, no que respeita ao orçamento, mantendo uma linha muito restritiva em relação aos custos, devolvendo a grandeza que há muito andava fugida de Alvalade em cada negócio que vai sendo efectuado.

Era mais que evidente que Rui Barreiro não iria aparecer na AG do Sporting. Falar em privado? Claro que não. As câmaras de televisão não estão lá, nem da rádio, só os sócios é que o ouvem, é óbvio que é mais castrador que o fazer nos órgãos de comunicação social onde, sem contraditório, pode disparar para qualquer lado.

Não é surpresa que Rui Barreiro não tenha ido à AG, já o tinha confirmado num comunicado que emitiu e que acrescentou que as suas novas declarações iriam ser feitas no Conselho Leonino onde tem assento. Quem não esteve para grandes conversa foi Marta Soares.

Marta Soares é um político. À moda antiga. Fala muito e alto. Por vezes é importante. Lembro-me de uma AG onde os jornalistas queriam tirar umas fotos e uns vídeos, os sócios do Sporting não estavam com grande vontade para isso e Marta Soares com o seu discurso preparado para as massas, à político, convenceu toda a gente a deixar que os jornalistas fizessem o seu trabalho.

Outra vezes, fala e sobrepõe-se ao presidente e é desnecessário.

Propôs-se na AG que Rui Barreiro fosse exonerado do Conselho Leonino porque, segundo Marta Soares, Rui Barreiro acusou-o de não criar as condições para que este pudesse ir à AG. E reincidente, segundo as suas palavras.

Ora, aqui discordámos muito. Eu preferia que fosse proposta a extinção do Conselho Leonino de uma vez por todas, que, actualmente, não serve para absolutamente nada a não ser para algumas personagens pavonearem-se em frente às televisões e para uma divisão clara entre sócios de primeira e de segunda. Não faz sentido e por isso continuarei a questionar, para quando o fim do Conselho Leonino?


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