domingo, 31 de janeiro de 2016

Sporting 3-2 Académica :: Adrien indicou o caminho!

foto: Carlos Rodrigues

Comecemos pelo futebol e o magnífico golo de Adrien, ontem em Alvalade, que 40 mil adeptos puderam presenciar ao vivo. Fantástico!

O capitão do Sporting continua a exibir-se ao mais alto nível, consistente tal como a vitória do Sporting.

É sobre isso que deveríamos estar a falar e depois, apimentar com algumas das decisões de Jorge Jesus no 11 titular.

Antes da partida se iniciar, Mané estaria a caminho do Hamburgo. Ontem foi titular, esteve muito bem no jogo e na assistência para o segundo golo da equipa.

Antes da partida se iniciar, Rúben Semedo esteve em Setúbal. Regressou, eu sinceramente pensei que teria sido pelo facto da transferência de Suk ter abortado, e ontem foi titular e esteve bem.

São duas decisões difíceis de compreender. Aliás, não é natural estrear uma dupla de centrais a não ser por necessidade. Mas Jorge Jesus a mostrar, primeiro que ele é que sabe, segundo, a presença dele no banco é fundamental.

Arrumemos com o futebol da Académica já. Fizeram um golo num canto treinado e com naturais debilidades defensivas do Sporting. Os de Coimbra tinha 4 golos fora de casa em todo o campeonato e ontem marcaram 2 (mas deveria ter sido apenas um) e isso diz mais de nós que deles. As estatísticas dizem ainda que fizeram apenas 1 remate à baliza e terminaram o jogo com 28% posse de bola. Um autocarro camuflado que, em grande parte, foi obrigado a estacionar na frente da baliza Trigueira porque o Sporting obrigou. Além da posse de bola elevadíssima da nossa equipa, foram 9 remates à baliza, 19 tentativas de golo e 3 golos efectivos.

Mas acontece que em Portugal as discussões sobre arbitragens vão continuar a marcar a actualidade desportiva. Ora porque os árbitros são muito maus, ora porque não há preocupação em discutir para lá dos erros que vão acontecendo nas partidas, ora porque os dirigentes desta classe são bons a dar entrevistas nos jornais mas na realidade tudo fazem para manter o status quo, ora porque...

Cosme Machado é dos piores árbitros que o futebol nacional conhece. Ontem teve uma arbitragem desastrosa ao não assinalar uma grande penalidade clara sobre Carlos Mané e, naquele que é o lance mais incrível que vi nos últimos tempos no futebol nacional, depois do seu auxiliar assinalar fora de jogo, claro e com mais de 1 metro, vai ter com ele para a decisão ser alterada. Aquele sorriso no momento em que aponta para o centro do terreno ajuda a empolar as histórias e mais histórias que, infelizmente, assolam a arbitragem em Portugal.

O Sporting vai sofrer muito até ao final da época. Não vou ao ponto de dizer que há um arbitragem premeditada ou um conjunto de árbitros que pretenda de uma forma concertada tirar o Sporting do primeiro lugar, mas, determinadas teatralidades que se têm visto ao longo deste campeonato, não são abonatórias para uma outra posição contrária.

Tenho para mim uma teoria que o facto de Bruno de Carvalho ter afrontado de forma directa uma classe que tem árbitros que vivem ainda no tempo das viagens ao Brasil e outros que são de uma geração mais jovem e que têm dificuldades em assinalar grandes penalidades de uma certa tonalidade, não lhe perdoaram e tudo farão para que Maio seja o calvário do Presidente do Sporting.

Daí que o equilíbrio de forças só pode ser feito no campo. São dois os factores que podem mudar e continuar a ajudar o Sporting no seu rumo e que ninguém conseguirá alterar. O primeiro é que a equipa tem de jogar bem e continuar a acreditar que será sempre possível sair de campo com os 3 pontos. Seja em que circunstância for. O segundo ponto são os adeptos. Incríveis no apoio ao clube, onde durante 90 minutos tudo fazem para que por vezes sejamos mais um e noutras alturas menos dois.

Finalizo com o respeito que a Sport TV, e ontem voltou a repetir-se, tem tido com "O Mundo Sabe Que" na entrada da nossa equipa em Alvalade. Normalmente assistimos a este tipo de momentos noutros campeonatos, como o Inglês na entrada do Liverpool. O público canta e o comentador cala-se. Em Portugal, em Alvalade, isso tem acontecido.

Com o Sporting, e diga-se que este momento não quer se assemelhar com o YNWA do clube inglês, marca apenas um desejo que há muito havia em Alvalade ver um canção que nos é querida, passar a ser uma marca e um símbolo da comunhão ainda mais forte entre adeptos e equipa.

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