terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Venha a bola que o mercado fechou!


Fechou o mercado. Finalmente vamos voltar a ter bola sem interrupções. Obviamente que se percebe a importância desta pausa para ajustar o plantel, mas é também nesta altura que muitos adeptos vivem euforias e desaires emocionais devido aos jogadores que saem e entram. Connosco passou-se o mesmo!

Durante o dia de ontem foi anunciada a venda de Montero. Não havia confirmação oficial, que acabou por acontecer já bem perto da meia noite, mas percebeu-se que estava encontrado um ponto de discórdia entre adeptos.

Montero foi um jogador que sempre respeitou o Sporting. Começou muito bem o seu caminho no clube, atingindo rapidamente o patamar de herói, depois eclipsou-se e voltou como um jogador que ia resolvendo algumas partidas, como por exemplo a final da Taça de Portugal ou o jogo do fim de semana passado. Mas levava apenas 3 golos esta época. Em rota contrária, esteve Slimani e que acabou por ser o seu maior problema.

Montero respeitou sempre o Sporting. Quando era titular lutou como um leão, quando estava no banco não andava a tirar fotos na praia, nem a pressionar agentes para conversas da treta e nem discutia os descontos da folha salarial. Merecia voltar a jogar com regularidade e ser feliz!

Aliás, foram meses a ver falar mal dele, agora muito lembraram-se que ele existia.

Conhecendo Jorge Jesus como todos conhecemos, se Montero se tornou transferível é porque o nosso treinador não acreditava na sua capacidade para ajudar a equipa a marcar golos. Pelo menos de forma regular. Aliado ao espírito de Jorge Jesus, e que por vezes não é bom, de querer sempre mais alguém, o Sporting encontrou um negócio que, aparentemente interessava a ambas as partes, ao Montero e Sporting.

Montero viajou para a China, em direcção ao Tiajin Teda, fez o contrato da sua vida, embora só tenha 28 anos e de lá vem Hernán Barcos, 31 anos, experiente avançado para fazer dupla com Slimani, que tinha um salário alto, difícil contratação para o Sporting que não pode gastar muito e todos ficariam bem na figura. Terá sido isto que esteve na base deste negócio. 

Acontece que muitas dúvidas ficam no ar, principalmente no ataque: Slimani, Barcos, Téo e Ruíz. O Bruno César será uma ajuda, mas só em determinados momentos.

Estamos melhor ou pior que na abertura do mercado? Não interessa o que Barcos fez no passado, interessa o que vai fazer no Sporting. Continua a dúvida Téo que um dia está na praia, noutro está a mandar mensagens subliminares à 1 da manhã. Certezas apenas duas: Slimani e Ruíz!

E nas outras posições?

Zeegelaar, Coates e Semedo vêm para ajudar a reforçar uma zona que tem sido muito problemática. Se são reforços, o tempo o dirá, certo é que precisávamos de fazer algo neste sector.

O que fica de mais importante, para já, desta altura tão dramática para clubes com menos potencial financeiro, e o nosso está aqui incluído, é que ficámos com os jogadores que não queríamos ver sair: William Carvalho, Patrício, Slimani, Adrien e por aí fora.

Conseguimos colocar Boeck, que merecia jogar, não se percebe a renovação, Labyad que era um peso mensal no banco e fico com muito pena não ter sido possível colocar Ryan Gauld numa equipa portuguesa. Raios que não percebo se o Escocês vai pelo bom caminho ou se vai tornar um flop.

Vieram ainda dois jovens: Neymar Canhembe e Tomás Rukas.

Melhor ou pior? A frieza dos resultados o dirá, certo é que o Sporting começa a segunda parte do campeonato na liderança com as mesmas hipóteses de o ganhar como Benfica e Porto. E isso, há muito que não acontecia!

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