terça-feira, 26 de abril de 2016

Pavilhão do Sporting, uma realidade a caminho!


A palavra "pavilhão" aparece 3 vezes no programa eleitoral que Bruno de Carvalho apresentou nas eleições de 2013. Eu sei que muitos não leram e alguns ainda formulam teorias da conspiração sobre certas matérias, mas tem servido para verificar o que foi prometido e cumprido, será um bom barómetro para que em Março de 2017 se faça uma análise consciente nas vésperas de eleger uma nova direcção.

Dizia que pavilhão aparece 3 vezes: a primeira na parte do programa referente às modalidades, na medida 102. Criação de sinergias entre as modalidades, a segunda no mesmo capítulo na medida 104. Casa das Modalidades, onde se específica a construção de um Pavilhão junto ao Estádio José Alvalade e a terceira referência, no capítulo do Património, na medida 112. Análise e criação de condições para a construção de um Pavilhão Multidesportivo sustentável, tecnologicamente o mais avançado possível, e devidamente apetrechado junto ao Estádio José Alvalade.

As referências são, obviamente, importantes no capítulo das Modalidades e do Património.

Nas Modalidades porque o Sporting durante os reinados de Santana Lopes, Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, tratou muito mal as modalidades, colocando quase sempre o futebol à frente. Todos sabemos da importância da auto-sustentabilidade das modalidades, mas o caminho mais simples e fácil para quem liderou durante muitos anos o Sporting, foi o de acabar com algumas, sem perceber a relevância das mesmas na identidade e história do Sporting. 

Aliás, o projecto do Estádio José Alvalade, renovado e inaugurado para o Euro 2004, ignorou completamente a importância das modalidades e dos seus briosos atletas na propagação do Sporting (e de Portugal) pelo mundo fora. 

Vieram anos e anos de tormenta. O que antigamente era um prazer para qualquer adepto do Sporting: estádio e nave de Alvalade, transformou-se num calvário que não parecia ter fim. O rival Benfica com dois pavilhões e títulos a aparecerem em barda, a norte, no Porto, a solução encontrada para a construção de um pavilhão a fazer corar qualquer projectista que esteve na definição do Alvalade XXI, o futuro do Sporting sem casa das modalidades.

Claro que pavilhão também apareceu no programa eleitoral na parte referente ao Património. O aumento absolutamente brutal do passivo sem que as modalidades possam ter um casa para jogar, é um das maiores contradições que as direcções passadas nunca conseguiram, nem souberam explicar. 

Nunca houve um plano para reformular o modelo de auto-sustentabilidade das modalidades, nem de recuperação das que entretanto foram perdidas e muito menos a de compreender a importância do pavilhão no Sportinguismo e no Património do Sporting Clube de Portugal, um clube ecléctico mundial como poucos.

A imagem que ilustra este post apareceu este fim de semana pelas redes sociais. Absolutamente esmagadora e que faz corar de vergonha o que no passado se passou em relação a este assunto. 

A obra vai renascendo das cinzas e finalmente, se tudo tiver dentro do calendário apresentado, iremos finalmente ver os atletas do Sporting, que tão maltratados foram durante anos e que tanto dão ao clube, ter um espaço deles ao lado do Estádio que representa o que o Sporting é o desporto mundial.

Faz corar as direcções passadas, alguns adeptos que, em 2013, falaram tanto de demagogia e agora procuram um buraco para enterrar a cabeça.

Foi através de um Missão Pavilhão? Bem, recordar uma mentira que muito por aí se fala. O pavilhão está pago foi dito numa AG pelo Presidente. Porque razão continua a Missão Pavilhão? Por uma razão muito simples, o Sporting tem um multidesportivo no actual estádio por onde passam milhares de atletas em condições vergonhosas.

Esse multidesportivo foi deixado ao abandono no tempo de Godinho Lopes. Estive lá numa AG e o estado de degradação era incrível. Daí que quando o pavilhão ficou com as contas equilibradas e ficou pago, a Missão Pavilhão continuou para que seja possível fazer as tão necessárias obras de manutenção que os milhares de atletas que diariamente por lá passam, possam em segurança continuar a elevar bem alto o nome do Sporting.

Não está ainda completo o pavilhão. Está no bom caminho e haverá muito ainda para fazer. Aliás, o que espero do próximo programa eleitoral de Bruno de Carvalho é um plano para perceber como se irão aguentar as modalidades e como serão recuperadas outras (por exemplo voleibol e basquetebol) para que a vergonha que se tem passado nos últimos anos no Sporting não volte nunca mais!

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