domingo, 15 de maio de 2016

Braga 0-4 Sporting :: orgulhoso até ao fim!


Um Sportinguista acredita sempre, até ao fim, mesmo que a probabilidade estivesse praticamente (quase) toda do lado do eterno rival. Aconteceu o que se esperava, o Sporting venceu sem problemas o Braga, o Benfica bateu o Nacional. O título foi para eles, não festejo segundos lugares mas digo-o com um sorriso enorme que tenho muito orgulho no Sporting que esta época vi pelos campos portugueses de Norte a Sul do país.

É pela recuperação da identidade que tenho de começar o texto do jogo de hoje. Eu, que vou a Braga todos os anos ver o Sporting, nunca tinha visto tantos Sportinguistas, sem receios da cor que envergam, ao lado da equipa, a sorrir, a acreditar, a saber que a dificuldade era enorme na conquista do título e mas receio do jogo.

Não há dúvidas que esta Direcção nos 3 últimos campeonatos ainda não conseguiu vencer o tão desejado título, mas tem sido um progressão positiva, consolidada e que, após anos conturbados, miseráveis até, obviamente sabe muito bem, mas ainda é pouco. E é por sermos exigentes que queríamos o título, que no final do jogo não se festejou absolutamente nada, mas no fundo também se percebeu que foi sendo feito tudo que era possível e que os jogadores vestiram de forma exemplar a nossa centenária camisola.

Nessa recuperação, de algo que estava perder-se nos últimos anos, a norte do país, tenho de fazer uma enorme vénia ao Solar do Norte pelo trabalho absolutamente fantástico que têm feito em prol do Sporting. São uma referência de Sportinguismo no Porto, base fundamental para as deslocações que os Sportinguistas fazem para estar ao lado do clube. Luís, Diogo, Carlos, Gabriel e tantos, tantos outros, o meu muito obrigado!

Não irei entrar hoje em balanço de época, há tempo para isso mais à frente.

Não irei, também, falar muito de um jogo que vencemos com facilidade e que nunca esteve em causa a conquista dos 3 pontos. Os 4 golos foram escassos. 

Quero enaltecer o Sportinguismo que se viveu em Braga. Fora do estádio e principalmente nas bancadas. Claro que havia sempre um ouvido em Lisboa, mas o que vi e senti hoje durante os 90 minutos é algo que não sentia há muitos anos. Apoiou-se pelo Sporting. Não confundam, por favor, com festejos. A dignidade dos Sportinguistas esteve sempre em alta. O desânimo, obviamente, veio com o apito final.

O descer à terra pelo título perdido com um número de pontos que daria para ser campeão em qualquer outra altura. Custa muito, perder desta forma.

Mas, tenho a certeza que é este o caminho que devemos continuar a trilhar. Este Sporting tem identidade de campeão, os jogadores sentem e sabem o que é vestir aquela camisola que tanto nos orgulha.

Parece um lugar comum, mas o Sporting tem forçosamente que manter a estrutura, contemplando as saídas e entradas de jogadores, percebendo o que foram os erros cometidos, que os há, sem dúvida e que nos desviaram de um caminho que, a certa altura, parecia certo. Por isso está a custar tanto estas horas após o final do campeonato.

Neste momento de tristeza, é altura de sarar as feridas que vão estar abertas durante algum tempo, diria que até Agosto e voltar à luta mais fortes que no passado. 

Por nós e pelo Sporting Clube de Portugal!

1 comentário:

Zé Coelho disse...

A melhor equipa não é aquela que perde pontos em casa contra o Paços de Ferreira, o Rio Ave e o Tondela, e não se deixa perder na Madeira, contra o União. E nem vale a pena repescar algumas vitórias sofridas (as últimas, sobretudo) do Benfica, porque o Sporting também as teve, pela margem mínima (11 contra 9 do Benfica) e chegou aos triunfo em nove ocasiões depois do minuto 80 (e o Benfica, quatro).