domingo, 1 de maio de 2016

Porto 1-3 Sporting :: Desistir? Nunca!


A notícia da "nossa morte", na sexta pelas 21 horas, era manifestamente exagerada. O melhor Sporting que vi na minha vida no Dragão (e arrisco, até nas Antas), foi autoritário, quis vencer desde o primeiro minuto e esteve convencido durante os 90 minutos que só era possível sair do Porto com os 3 pontos. Assim foi!

Já lá vamos ao incrível apoio dos adeptos do Sporting, porque é fundamental a sua presença nas duas vitórias que recentemente obtivemos no Dragão. Vamos recordar que o Sporting em 81 jogos no clássico em casa do Porto apenas tinha vencido 13. É assustador e mostra o receio que as nossas equipas têm destes jogos.  Para o campeonato, a última vitória tinha sido em Março de 2007 no célebre golo de Rodrigo Tello.


Os adeptos não entram em campo, mas ajudam. Vejamos que nos últimos 3 confrontos no Dragão, em todas as competições, conseguimos 2 vitórias, ontem e na Taça de Portugal, pelo mesmo resultado. Sabem que isto não acontecia desde 1975, ter mais vitórias que o Porto em casa deles em mais que 2 jogos, obviamente, aconteceu há mais de 40 anos quando estivemos 5 jogos sem perder contra eles (2V e 3E).

Tal como na Taça, ontem, os adeptos que vieram de todo o lado, entraram no Dragão com a confiança total nesta equipa, sabendo que o jogo era de tripla, mas que só podia tombar para um lado. O meu prognóstico falhou pelo golo do Porto, tinha apontado para um 3-0, e há provas disso, mas Soares Dias, que tanto tenho elogiado nos últimos tempos, esteve mal a assinalar uma grande penalidade contra o Sporting que não existe ainda por cima seguida de uma falta clara sobre Schelotto.

Há que dizer que o clássico foi bem disputado. A posse de bola foi muito dividida, embora o Sporting tenha sido mais objectivo na procura do golo, houve claríssimas oportunidades para ambos os lados, mais para o Sporting,  emoção, golos, frangos e festejos emocionados. 

Os primeiros 25 minutos foram aqueles em que o domínio esteve mais repartido. João Mário abre uma sequência de falhanços pessoais logo na primeira jogada, Herrera na resposta atira ao poste. Logo de seguida Slimani atira de cabeça para Casillas defender, Aboubakar responde com Porto, serve na perfeição Slimani que só tem de encostar e fazer o seu 25º golo da época. 

O Sporting com o golo sentiu-se mais confiante, a pressão exercida era de tal forma, que o Porto perdia muitas bolas na primeira fase de construção do jogo.

Minutos mais tarde Slimani volta a por à prova Casillas, lance idêntico ao primeiro golo, mas desta vez o guardião portista estava no sítio certo.

Não marcámos o segundo golo, o Porto respondeu com o empate saído de uma grande penalidade não existente.

O Sporting não vacilou. Continuou incólume, fiel à sua estratégia, e no último minuto do primeiro tempo, Bryan Ruiz faz magia. Recebe a bola de um lançamento lateral, passa pelo meio de dois adversários e com uma assistência perfeita coloca a bola na cabeça de Slimani que fuzila Casillas.

O Sporting foi para o intervalo com uma vantagem mais que justa!



Entretanto nas bancadas continuava o espectáculo dos adeptos Leoninos. Mais uma tarde de grande animação, que só não correu melhor, porque muitos adeptos entraram já depois do jogo começar. Estádios novos, velhos hábitos!

Os primeiros 10 minutos da segunda parte são os menos bons do Sporting. A equipa não se encontrou, demorou a entrar no jogo, viu uma bola embater na barra num livre de Sérgio Oliveira, mas Slimani aos 56' reagiu e voltou a colocar a baliza do Porto em perigo. 

O Sporting voltou a pegar no jogo e seguiram-se oportunidades para Adrien, Slimani, que estava imparável e Casillas fazia uma das defesas da tarde. O Porto a respondia como podia. 

Mas era dia do Sporting do vencer e continuar a acreditar que o título é possível. Difícil, mas possível.

A 5 minutos do fim, João Mário assistiu Bruno César, que tinha entrado aos 80, aliás, Jorge Jesus demorou a mexer na equipa, lembrou-me de certa forma o jogo em Moscovo para a Liga dos Campeões, mas ontem dou de desconto o facto da equipa estar a jogar bem e não ser fácil mexer, mas havia jogadores muito cansados. O Xuta-Xuta correu imparável em direcção a Casillas, disparou e a bola passou por baixo do guardião do Porto e entrou na baliza em câmara lenta como na tv.

Estava feito o resultado final, num final de tarde perfeito. O Sporting vencia, naturalmente, o jogo em casa do Porto.

Apito final, a festa do costume, pela 25ª vitória na Liga, recorde histórico do Sporting, e o "speaker" do Dragão, tão incomodado que estava com o show que vinha da nossa bancada lá colocou o volume da instalação sonora o mais alto que podia. Indiferente, a festa era total e já as bancadas do lado azul estavam vazias, pois começaram aos 80 minutos a debandada geral.

O regresso a casa foi no cortejo, a pé, obviamente, com os cânticos saborosos em direcção ao Solar do Norte, essencial para este ressurgimento do Sportinguismo no Porto, destaco o cântico "Mete o Marega allez allez Mete o Marega", que tanto jeito deu para fazer a viagem a pé ladeado por mais polícias que em dia de atentado em Nova Iorque.


Valeu esta vitória mais que 3 pontos? Não.
Apenas nos deu o direito de continuar a acreditar que é possível chegar ao título de campeão nacional.

Desistir? Nunca!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

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