quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A actual comunicação do Sporting!


O tema da comunicação de um clube é muito sensível. Rapidamente encontrámos adeptos do Sporting que adoram o meio e a forma actualmente utilizados, como são muitos os que não entendem a necessidade de criar tanto atrito.

Quando em Abril de 2016 houve uma pequena revolução nas redes sociais do Sporting, pela saída do Diogo, disse que estaria vigilante em relação à actuação do Sporting nas redes sociais. Mas as redes sociais do Sporting, que evoluíram muito e que têm mantido alguma consistência na forma como interagem com os adeptos, não são a "comunicação do Sporting". Essa bem diferente!

No final da época passada uma das alterações que eu pretendia, e achava benéfica para o clube, era a alteração na forma como o Sporting comunicava. O Presidente Bruno de Carvalho expunha-se muito em relação a certos assuntos que não tinham aparente importância para o Sporting. Era necessário intervenções mais incisivas para a mais alta figura do Sporting e deixar o trabalho digamos, mais "sujo", para outros profissionais.

O Sporting foi buscar Nuno Saraiva ao Diário de Notícias, onde era sub-director, e com um curriculum muito interessante com passagens pela Renascença, TSF, Sábado e Expresso. Em brincadeira costumava dizer que estávamos bem entregues quando soube que ele era uma pessoa mal encarada, segundo o que diziam.

A comunicação de um clube é muito complexa, mais que em qualquer empresa onde não há rivalidades, não há crenças, nem parcialidades como as que assistimos, principalmente quando o assunto é futebol. O respeito é, no entanto, um ponto de ordem para mim!

As primeiras tiradas de Nuno Saraiva mostraram ser assertivas. O caminho indicava que seria este a dar o peito às balas, resguardava-se o Presidente que poderia preocupar-se com os assuntos mais importantes do futebol e opinar na altura certa, sem que a imagem fosse (ainda) mais desgastada.

Não demorou muito, infelizmente na minha opinião, a centrarmos o rival Benfica como alvo prioritário da nossa comunicação.

Sabemos perfeitamente que a máquina de comunicação do Benfica é mais forte. Fruto dos resultados e, principalmente, da forma como soube construir a "estrutura de comunicação". Aliás, muitos Benfiquistas falam do Sporting e da forma como comunicámos, muitas vezes em tom de gozo, mas durante anos, usaram e abusaram deste mesmo método para atingir o Porto quando este era o líder incontestável do futebol nacional.

O Benfica actualmente tem diferentes opinadores colocados de forma ardilosa nos vários meios de comunicação social. Nas televisões, onde a visibilidade é maior, é lá que estão os principais desestabilizadores e que preocupam e devem continuar a preocupar o Sporting.

Admito que não é fácil escolher um caminho para comunicar no Sporting. Sei que não admito faltas de educação ou de respeito seja com quem for. Há locais próprios para esses assuntos serem tratados. Mas reconheço que não é com contas oficiais como o "Comunicação Sporting", que é escrito pelo Nuno Saraiva, basta ver o tipo de texto que por lá encontrámos, porque, oficialmente está suspenso, que vamos atingir os nossos objectivos, especialmente quando a via escolhida é a da falta de educação, tão característica de um Rui Gomes da Silva, mas que nós não precisámos, nem devemos imitar.

Já o disse no passado e volto a repetir, obviamente, que o Benfica não está calado e isso é uma ilusão. A célebre "estrutura" para ficar bem na figura tem um conjunto de peões que fazem o "trabalho sujo". O suficiente para eles poderem dizer "no Sporting falam os dirigentes, no Benfica não fala ninguém".

Mesmo sabendo que esse "ninguém", por incrível que pareça, fala. Nos canais de televisão, nos jornais. Mas tipicamente falam em momentos de resposta ao Sporting. Parecendo que somos nós os indignados e eles os anjinhos a serem atacados.

E desculpem-me, mas os Venturas e os Gil não contam absolutamente para nada. São figuras que estão a mais no futebol, e somos nós a dar-lhes a visibilidade que nem os adeptos do Benfica, com 5 dedos de testa dão. 

Volto a dizer que não é fácil escolher um caminho para comunicar no Sporting. Mas, sei que o que actualmente está a ser escolhido não me parece ser o melhor. 

Quando entrou Nuno Saraiva para a comunicação, o Rui Miguel Mendonça para director da Sporting TV e o Sérgio Silva também para o nosso canal, percebia-se que estávamos a criar condições para aumentar a exigência que um clube como o Sporting pretende implementar. No entanto, vejo que nos últimos tempos continuámos preocupados com o Benfica, Benfica e mais Benfica, mesmo que a nossa preocupação tenha de existir mas não ao nível da psicopatia esquecendo tudo o que conquistamos nestes últimos 3 anos fruto do nosso Sportinguismo e que nos vai tornando mais fortes.

No ano passado, não resultou a preocupação latente com os nossos eternos rivais e este ano, com os problemas com que nos temos de preocupar, principalmente aqueles que são evidentes dentro de campo, esperava que o Sporting percebesse que não funcionou aquele meio de comunicação utilizado e que acabou por unir ainda mais o nosso adversário. Não é por aí que pretendo que o meu clube vá. Mas temo que nos próximos dias o rumo seja o mesmo. É pena, não concordo com a actual comunicação do Sporting e gostava mesmo de ver algumas alterações que nos colocassem no trilho certo!

3 comentários:

Frederico disse...

Tudo dito neste parágrado:
"E desculpem-me, mas os Venturas e os Gil não contam absolutamente para nada. São figuras que estão a mais no futebol, e somos nós a dar-lhes a visibilidade que nem os adeptos do Benfica, com 5 dedos de testa dão."

Mas quando se começou com o presidente do Sporting a ir discutir com (e ainda a baixar o nível) o pedro guerra, não nos podemos admirar!

Frederico

fullrise disse...

Nem venturas, gil, nem tão pouco guerras e rgs. A comunicação do Sporting não pode atacar essas personagens, pelo simples facto de que eles não são ninguem!

Parabéns pelo texto.

FCS disse...

Isso é tudo muito giro mas a verdade é que são eles que lançam sistematicamente as pazadas de carvão, que num 2º momento são ampliadas pelos canais de televisão e pelos jornais cá do burgo.