domingo, 5 de fevereiro de 2017

Porto 2-1 Sporting :: domínio insuficiente!


São 7 da manhã em Salvador, Brasil. Já não consigo dormir. Joga o Sporting e está um calor do caraças.
Deu para tomar o pequeno almoço e avançar até à recepção para saber a que horas vinha o transfer apanhar-me para o aeroporto. Duas chamadas, não atendem, já estava a ficar impaciente, pois havia possibilidade de ser à hora do jogo, até que do outro lado se ouve "como é um voo internacional apanhámos o senhor às 19.30". Estou safo, o jogo acabaria às 19.20!

Ainda assim estava lixado. Não costumo falhar a deslocação ao Dragão e ontem o meu dia estava estragado por isso.

Com um calor do caraças e o check-out feito pelas 12 horas locais, assentei o arraial de dispositivos para ver o jogo em condições na recepção do hotel. Tinha apenas um certeza, o Alan Ruiz ia marcar no Dragão. Tinha-o dito no programa de segunda passada do #Sporting160 (está ali no lado direito). Falhei por 8/9 metros!

À medida que o calor lá fora aumentava, a minha tensão subia proporcionalmente. Já não bastava o facto de ter um viagem de 8 horas pela frente, tinha de sofrer à distância e longe da "família verde". Leitura em dia, pois nos últimos tempos tenho andado muito afastado, por questões profissionais, e parecia tudo bem encaminhado para um bom jogo do Sporting no Dragão.

Até que a SIC Notícias e o Diário de Notícias começam a avançar que Matheus Pereira ia ser titular. Costumo, nestas ocasiões, dizer muitas vezes que o treinador, que sabe mais que eu e anda por lá todos os dias, tem (quase) sempre razão. Mas esta entrada directa não é de fácil compreensão. Além do mais Alan Ruiz estava no banco, o que, na melhor da hipóteses, o golo dele viria do banco e provavelmente na segunda parte.

A vitória poderia manter-nos ligados à corrente do título. Os Leões, sempre os bravos Leões, não faltaram à chamada e lotaram a nossa zona. Bravo e obrigado. E cantaram durante 90 minutos, abafando, principalmente na segunda parte, os adeptos do Porto que só suspiravam pelo final do jogo.

O problema é que Jorge Jesus deu 45 minutos de avanço. Incompreensivelmente tem sido o resumo mais fácil e prático de fazer das partidas do Sporting esta época. É quase impossível fazermos um bom jogo durante 90 minutos.

Já agora, tenham vergonha das críticas que andam a fazer a Palhinha. A sério, tenham vergonha!

A primeira parte resume-se facilmente num 4-2-4 de Nuno Espírito Santo matreiro e com a defesa do Sporting a dar as abébias do costume. A nossa defesa está ao nível de um clube que joga para descer. Curiosamente, a mesma do ano passado que tanta segurança nos deu. 

A segunda apresenta um renovado Sporting com Alan Ruiz em 45 minutos a ser o melhor em campo, e não foi só pelo fantástico golo. O acerto táctico, a ligação entre os diferentes sectores permitiu ao Sporting subir a uns estonteantes 61% de posse bola em casa de um adversário que luta pelo título. Já o tínhamos feito na Luz, em vão!

Infelizmente não foi suficiente. Porque não conseguimos marcar a que Adrien mandou à barra ou os remates que foram feitos na área do Porto e porque Casillas mostrou que ainda tem os dotes de um grande guarda redes. Rais para, escrevo esta crónica em Madrid. Isto tinha tudo para não correr!

Para nós é praticamente o fim de linha. Não tenho preferência nenhuma por quem venha a ser campeão além de nós. O meu clube é o Sporting Clube de Portugal. O meu sangue é verde!

1 comentário:

João SCP disse...

Boas,

Participem na primeira ronda do concurso "Super Totobola" em http://galaxiafutebolistica.blogspot.pt/

Abraços e continuação de um bom trabalho