quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobre Jorge Jesus e a formação, fala quem sabe!


Um excelente texto do Pedro Bouças no Jornal Record que só hoje tive a oportunidade de ler.

"O caminho da formação: hora de soltar o talento 'made in' Alcochete

É verdade que Jorge Jesus poderia ter aproveitado de forma diferente Bernardo Silva ou até André Gomes aquando da sua passagem pelo rival Benfica. E até há um fundo de verdade na forma como demasiadas vezes desdenha os produtos mais jovens provenientes das academias de formação.

Porém, tal sempre em função de um critério que deveria ser inatacável, uma vez que se preocupa sempre em utilizar os melhores. E no Benfica sempre teve melhor que Bernardo ou André, no momento em que estes coabitaram o Seixal consigo. Sempre mais virado para o resultado imediato do que para o preparar o futuro. Exigências próprias dos clubes onde viveu nos últimos anos. A cobrança sempre a ser a do resultado, e não a do potenciar os talentos da formação.

De repente em Tondela, fruto de lesões e castigos, oportunidade para alguns miúdos da formação. E um resultado encantador. Não somente o final expresso no resultado, mas o do caminho, visível nos processos de jogo.

A entrada de Podence trouxe a imprevisibilidade e variabilidade que tanto carecia o ataque leonino. Um só elemento a revolucionar todo um modelo pela capacidade que muito poucos como ele têm de comer metros com bola no pé. De ultrapassar oposição, de pedir bola no pé mas também no espaço.

Há no Sporting um leque de jovens jogadores que poderão na temporada vindoura colocar de novo a equipa leonina no caminho do título.

Da qualidade e potencial inegável de Podence, ao extraordinário nível técnico de Matheus, passando pelas decisões, criatividade de Iuri Medeiros e pela competência de Francisco Geraldes a ligar todo o jogo ofensivo, não ignorando o talento de Gelson Martins, talvez seja o momento de se perceber que é hora de se apostar no talento 'made in' Alcochete.

Não por eventuais necessidades financeiras. Não por estranhos 'fetiches' com jogadores somente porque o critério seja o terem crescido a vestir o leão ao peito, mas porque efetivamente, são bons. São melhores. Pode finalmente Jorge Jesus 'casar' uma aposta na prata da casa, por competência e não somente por necessidade, e ainda assim apresentar uma forte candidatura ao título na próxima época.

Ajudará possibilitar que os miúdos continuem a ter tempo de jogo. Só competindo, errando e acertando na presente época, poderão estar ainda mais preparados para o que virá."

1 comentário:

Relva disse...

Vão acreditando. Errado, não jogam os melhores, ele acredita é num oito, que não pede técnica, mas físico. Os erros são mais nessa posição, além do modelo 442, de que não fogue, logo um 10 n encaixa.