segunda-feira, 6 de março de 2017

Sporting 1-1 Vitória SC :: balde de água gelada sobre as bancadas de Alvalade!

foto: Gualter Fatia

Terminada a noite eleitoral, já para lá das 3 da manhã, pensava no jogo que ia decorrer no final da noite em Alvalade diante do Vitória SC. A nossa sina, depois de um momento de grandiosidade no clube com os sócios do Sporting a mostrarem porque somos um clube incrível, passa por não conseguir capitalizar e mobilizar o clube, e por consequência os seus jogadores, para uma exibição de alto nível nestas circunstâncias tão favoráveis!

Alvalade, novamente acima dos 40 mil, e desta vez que as eleições já acabaram, as contestações aos números acabaram, viu um jogo feio, fraco e pobre do Sporting que demonstra a razão pela qual não contámos para o título desta época. Foi um balde de água gelada sobre as bancadas!

Jorge Jesus fez duas alterações pertinentes no 11 titular que entrou em campo. Adaptou Esgaio na esquerda para responder aos supersónicos Hernâni e Bruno Gaspar, em detrimento de Jefferson que ficou no banco. Colocou Bruno César no lugar que é habitualmente de Adrien, para complementar Bryan Ruiz e Gelson no apoio a Bas Dost e Alan Ruiz.

Já agora, fica a indicação que Francisco Geraldes estaria doente e não apto a estar nos convocados do Sporting. (nota: desmentido pelo jogador nas redes sociais)

No entanto, do outro lado encontrámos um treinador com potencial (e provas dadas) para ter sucesso ao mais alto nível do futebol nacional. Pedro Martins apostou numa equipa forte ofensivamente e mesmo permitindo ao Sporting ter posse de bola, a estratégia para os 90 minutos estava montada. Aliás o Sporting voltou a ter momentos com 70% de posse de bola, que, curiosamente, contrasta com os dois últimos jogos onde vencemos com muito menos bola. Não foi por isso de estranhar que até aos 20 minutos, o Vitória por 3 vezes tivesse ameaçado a nossa baliza e sempre pelo lado direito do seu ataque. 

O Sporting entrou bem na partida, o facto do Vitória ter, também, oportunidades de golo, é mérito da equipa minhota. O jogo foi repartido nos primeiros 30 minutos, aberto e ficava claro que o golo iria acontecer. A dúvida estava em que baliza.

Felizmente, foi na deles. Bas Dost com uma assistência fantástica após cruzamento de Esgaio, endereçou a bola para Alan Ruiz que voltou a marcar de verde e branca vestida. E continua a amortização ao seu valor de compra. Mas isso agora também vai interessar menos.

Este período, entre os 34' e os 42', de maior desacerto defensivo do Vitória, podia ter servido para fecharmos o encontro. Bas Dost assistiu Bruno César que frente ao guardião do Vitória falhou o chapéu e minutos depois é o próprio holandês que falha a oportunidade do 2-0.

O jogo termina com uma acção de Gelson Martins que não deu golo de Alan Rui por muito pouco.

O que não se admite é a segunda parte do Sporting. Se o resultado na primeira parte é aceitável, os segundos 45 minutos são maus demais para um clube que investe e quer ir muito mais longe que isto. O Vitória fez por merecer o empate.

Jorge Jesus não conseguiu ler o jogo de Pedro Martins, mesmo tendo tido a oportunidade de "ler o prefácio". O Vitória continuou a apostar no ataque, forte e rápido por Hernâni, foi tipo Duracell, até acabar a pilha, com Marega a gerar o pânico na nossa defesa com a facilidade do costume. 

O minuto 66' acaba por ser fatal ao Sporting, principalmente porque Alan Ruiz e Bruno César estavam bem na partida, principalmente o brasileiro que apesar do amarelo, era o melhor em campo. As entradas de Palhinha e Campbell, pragmatismo e profundidade no ataque, não surtiram efeito, e Marega começou a avisar, tal como já tinha feito na visita ao castelo na primeira volta. Avisou à primeira, facturou à segunda. 

O Sporting não reagiu. O pouco que ainda fez no jogo teve mais coração que cabeça.

A luta pelas posições mais importantes do campeonato estão perdidas, irremediavelmente perdidas, resta-nos, infelizmente, o terceiro lugar como fraca consolação. 

Não sei, sinceramente, se o problema nesta altura é mesmo só de Jorge Jesus. No limite, é óbvio que o treinador é o principal responsável pelo que a equipa faz dentro do relvado, mas fiquei, pela primeira vez esta época, com a sensação que alguns jogadores entraram em modo de repouso, percebendo que o terceiro lugar será a posição natural bastando para isso controlar à distância o quarto classificado.

Espero que esta atitude seja mesmo só um "filme" na minha cabeça, mas fica o aviso que não chega pedir desculpas aos adeptos pela pouca atitude em campo perante os nossos adeptos. Não estamos em condições de chegar ao título, mas a cultura de vitória cria-se em todos os jogos, mais ou menos importantes, e neste momento, o Sporting está longe desse caminho. Acordem que há muito ainda pela frente e não assumam certezas que não as têm!

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