domingo, 19 de março de 2017

Sporting 2-0 Nacional :: Dost e Ruiz na vitória!

foto: Gualter Fatia/Getty Images

O Wolfsburg está a dois pontos da descida, o melhor marcador é Mario Gomez com 9 golos, mas espero, sinceramente, que não desçam porque, provavelmente, proporcionaram-nos o melhor negócio da década e o Sporting ficará (sempre) muito grato pela compra de Bas Dost.

Normalmente, há a tendência para apenas se falar dos maus negócios que se efectuaram na preparação da época 16/17. É normal, e se tivermos em conta o planeamento da mesma e a forma como a equipa se tem apresentado, há uma relação directa com má performance desta temporada. No entanto, o negócio de Bas Dost foi fantástico.

Quando o Sporting vendeu Slimani, por 30 milhões, um jogador que nos tinha custado qualquer coisa como 300 mil euros, muitos se recordarão do caminho que o argelino teve de percorrer no clube. Apesar de adorado na última época, principalmente pelos golos que marcou e pela dedicação dentro de campo, quando chegou ao Sporting não foram poucos os que troçaram daqueles seus pés de "tijolo". Slimani evoluiu e ainda não tinha saído de Alvalade e já se falava em saudades.

Chegou Bas Dost com a missão impossível de igualar tal feito. Cheguei a ler que os 4 milhões de euros brutos que ia ganhar era um exorbitância, isto dito por alguém que, meses mais tarde, em Março, ia ter um papel importante nas eleições do clube. 

Bas Dost começou a marcar na jornada 4, a primeira em que participou, foi anunciado na jornada 3 quando vencemos o Porto por 2-1 em Alvalade, e apenas por 3 vezes consecutivas esteve sem marcar, logo no início do campeonato, porque de resto, são já 24 golos e uma liderança improvável da bota de ouro, troféu tradicionalmente disputado por Messi e Ronaldo.

É já, com 23 jogos, o 5º jogador com mais golos neste número de partidas atrás do incrível Peyroteo (47 golos), Jardel (33), João Lourenço (28) e Mário Wilson (25). (estatísticas via PlayMakerStats).

Não poderia começar a falar do jogo de ontem sem referir o nosso goleador. Diante do Nacional, uma da piores equipas da Liga Portuguesa, e relembro que o clube da Madeira está há 18 anos entre nós na primeira divisão, mas arrisca-se seriamente a descer, foram mais dois golos à ponta de lança.

Aliás, a primeira parte resume-se a duas coisas: os golos de Bas Dost, plenos de oportunidade, com um bem anulado senão eram três, e a precisão de passe e importância de Bryan Ruiz na construção do jogo.

Se de Bas Dost estamos conversados, passemos agora ao costa riquenho.

Na primeira parte teve 91% de precisão de passe. Foi, aliás, o único jogador a atingir tal performance com grande vantagem sobre todos os outros. Esteve nos dois cantos que originaram os golos do Sporting, e já agora, é curioso ver alguns sites de estatísticas e perceber que analisando os diversos itens do jogo, foi, provavelmente, o jogador com melhor nota em campo. 

Mas, ainda hoje, há quem não perceba isso, e irrita-me, desculpem-me que até aceito que o problema seja meu, que se continue a falar mal de Bryan Ruiz sem perceber a importância deste jogador. Deste tipo de jogador no nosso futebol, não percebendo que é o mais criativo que temos no plantel, porque, grande parte desses críticos continua a achar que o título foi perdido com aquele falhanço diante do Benfica. Como já referi aqui vária vezes, não fosse o jogo ser contra o velho rival e não havia tanta conversa. Aliás, basta pensar no jogo uns dias antes nessa época, contra o Vitória em Guimarães e analisar o falhanço de William Carvalho.

"Epá, isso é tudo muito bonito, mas o Semedo até teve 88% de precisão de passe na segunda parte". É verdade, ainda bem, mas a questão é que Bryan Ruiz além da precisão, da criatividade e capacidade para criar jogo ofensivo, fez 3 passes chamados decisivos, o que mais ninguém conseguiu. E se a vitória é, em grande parte, devida à finalização do Bas Dost, os três pontos também têm dedo, do pé, e muito, de Bryan Ruiz naquilo que a equipa foi capaz de jogar na primeira parte.

Já na segunda, foi um adormecimento geral. Vitória estava praticamente garantida, ninguém acreditava na reacção do Nacional, Rui Patrício foi um espectador que apenas foi chamado a intervir e bem aos 76', aliás, devia ter sido adicionado aos 43.167 que marcaram presença em Alvalade e Jorge Jesus, que já tinha deixado Matheus Pereira no 11 titular, tal como em Tondela, e ainda conseguiu lançar Podence e Palhinha em campo.

O Sporting continua estável no terceiro lugar, já o disse mas importa repetir para não me entenderem mal, não é a posição que é muito má, é o facto de estarmos a 10 pontos do primeiro, porque se estivéssemos em capacidade de lutar pelo título, o terceiro, nesta altura, até poderia não ser mau nem inviabilizar o principal objectivo da época. Mas, como sabemos, dificilmente sairemos desta posição e isso é frustrante para todos e a época ficará marcada com esse facto. Resta-nos, fazer um campeonato digno até ao final vencendo, se possível, todos os jogos que nos faltam!

2 comentários:

Einstein disse...

10 pontos é complicado

Bancada de Leão disse...

É.
O foco continuará, nesta altura, a ser aquilo que deve estar sempre presente no Sporting: vencer todos os jogos que disputa.