domingo, 12 de março de 2017

Tondela 1-4 Sporting :: esta curva nunca te abandonará!


Apesar de matematicamente ser possível, é consensual que o Sporting não está na luta pelo título. No entanto, cada jogo é para vencer e é impossível ficar longe da equipa, principalmente para quem não pode estar em Alvalade regularmente. 

Pensava eu que o jogo em Tondela, a estreia no renovado Estádio João Cardoso, iria ser calma, numa noite fria de sábado à noite com os do costume ao lado da equipa. Estava completamente enganado. Os adeptos Leoninos estão fielmente ao lado da equipa e recuperámos, em força, o incrível  apoio que nos é tão característico.

Mas esta suposição começou pelo absurdo preço dos bilhetes, o mais barato a 20 euros. Claro que rapidamente ouviremos "se o estádio esgotou é porque o preço estava bem". Há sempre outras formas de ver isto, na Alemanha, o preço do bilhete de época é 4 ou 5 vezes inferior ao de Inglaterra e ambos estão esgotados (nos principais clubes).  Ficámos sempre a pensar, como seria uma lição para um destes clubes, se um dia ninguém comprasse o bilhete e o estádio ficasse vazio. 

Só que essa utopia não existe e era preciso tratar do bilhete. O Solar do Norte, que tradicionalmente tem os bilhetes para estes jogos a Norte/Centro não tinha pedido, mais um vez foi preciso recorrer às redes sociais para encontrar forma de ir a Tondela. Isto porque chegavam notícias que o ritmo de venda estava a correr bem. Um bilhete comprado lá no estádio, por uma grande Leoa, e outros dois comprados através de outro núcleo. O jogo ia mesmo esgotar e o Sporting precisa de rever a forma de vender bilhetes nos jogos cá para cima.

É aqui que os adeptos do Sporting não falham, a Curva Sul em Tondela foi o décimo segundo jogador.

Jorge Jesus surpreendeu com a equipa que entrou em campo. Se Podence parecia ser consensual, já Matheus Pereira, depois do jogo que fez no Dragão, onde pareceu ter sido colocado à pressão, foi uma surpresa. Bryan Ruiz, para quem não percebe a importância do jogador para Jesus, entrou para segundo médio, numa equipa claramente ofensiva e onde era necessária colmatar as ausências de Bruno César e Alan Ruiz.

Curioso foi ver, além de Podence, Gelson Martins e Matheus a titulares, que tínhamos Esgaio, Palhinha e Geraldes no banco. Nada mau para quem ia destruir a formação.

A primeira parte mostrou que Podence atingiu aquele ponto que já justifica a titularidade, mais vezes. Não há dúvida da sua capacidade técnica, da velocidade que imprime ao jogo, e se aos 10' Bryan Ruiz marca um livre de forma superior, bem defendido por Cláudio Ramos, foi dos pés de jovem português que nasceu a jogada, e que jogada, para o primeiro da noite de Bas Dost.

Nesta primeira parte houve muita bola nos pés dos jogadores do Sporting, mas a eficiência nas criação de oportunidades de golo não foi elevada.

O intervalo chegou com maior domínio de jogo do Sporting, no entanto, com poucas oportunidades de golo perante um Tondela apático e sem reacção ao que se ia passando no campo. Patrício foi, praticamente, um espectador nesta primeira parte.

Na segunda tivemos o show de Bas Dost. Rapidamente os sinais eram indicativos do que estava para chegar. Foram duas oportunidades para marcar, a passes de Podence e Matheus, que não tendo sido bem sucedidas, permitiram ao Tondela acreditar que a noite poderia ser melhor, pois foi nessa altura que marcaram o empate, num dos poucos lances em que chegaram à área do Sporting com capacidade de finalização.

Mas, tal como nas bancadas o apoio foi fiel durante os 90 minutos, ontem estava escrito que o Sporting não saía de Tondela sem os três pontos. Ainda os adeptos da casa se sentavam com o sorriso nos lábios do golo do empate, já Matheus Pereira, numa soberba jogada, endossava a bola a Bas Dost para este bisar. Durou pouco, o empate, e o Sporting queria mais.

O que se seguiu? Uma avalanche ofensiva do Sporting com três grandes penalidade a serem marcadas. No estádio, sem repetições, e como foram à minha frente, parece-me bem marcadas.

Bas Dost atira para a esquerda (do guarda redes) a primeira. Golo. A segunda foi para o mesmo lado. Golo. A terceira foi quase para o centro da baliza. Falhou. Nesse lance, Campbell ainda pegou na bola para marcar a grande penalidade, mas Bryan Ruiz foi avisa-lo que é Bas Dost que tradicionalmente marca sem Adrien em campo. O costa riquenho entregou a bola a Bas Dost, viu o holandês falhar o lance e amuou. Viu-se isso no final do jogo e já não é a primeira vez. 

O "Póker" de Bas Dost fez o preço do bilhete baixar para 5€ por golo. Já comi gelados mais caros e não foi com a testa.

Vitória clara do Sporting, sossegada, num jogo em que não deu para sofrer, finalmente, pelo bom desempenho da equipa, mas pelo que a família Leonina apoiou em Tondela em 90 minutos totalmente ao lado dos jogadores, equipa técnica e direcção. 

Palavra final para Geraldes, que no lance da grande penalidade foi saudado por Palhinha que fez 30 ou 40 metros para dar um abraço ao jovem jogador e porque no final do jogo, o "Xico" estava a festejar com a equipa e com os adeptos com um sorriso bem visível. Talvez os críticos, acalmem, e percebam que há um processo de evolução a ser seguido. O Francisco Geraldes terá, certamente, a sua oportunidade!

2 comentários:

António Gomes disse...

No banco ainda havia Ruben Semedo, e se quisermos contar embora não seja a mesma coisa, o beto... Ou seja pelas tuas contas era mais 4 ou 5 jogadores da formação no banco, a juntar aos 5 em campo...

Bancada de Leão disse...

Verdade António, há mais, mas foi apenas para exemplo.

SL