quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Serviço Público :: relva natural















O blog A Norte de Alvalade acaba de publicar um texto que é autêntico serviço público. Como já manifestei aqui sou claramente a favor da relva natural e espero que o sintético seja apenas um delírio. Há alternativas, como já o tinha manifestado e não sou da área, e a entrevista com o Engº Álvaro Bastos da empresa RED, responsável pelos relvados da Luz e Dragão (e já foi do Braga) é de obrigatoriedade a sua leitura.

"De resto, a análise do que acontece em todas as 1ªs Ligas Europeias demonstra isso mesmo. A pergunta que faço é: se no Reino Unido vemos relvados naturais impecáveis em Estádios fechados, com condições climatéricas de Inverno muito mais adversas, porque será?"

11 comentários:

Anónimo disse...

provavelmente há aqui um problema de custo envolvido e mais questoes técnicas mas este texto traz excelentes notícias porque ao menos poe mais opçoes em cima da mesa. seria questao de, à luz destes dados, o debate fazer-se público, ou pelo menos justificar-se completamente qualquer das opçoes tomadas.

saudaçoes leoninas,
tiago

Pedro Varela disse...

Tiago,

continuo a achar que este assunto merecia um AG.

SL

Vítor Junqueira disse...

Condições climatéricas mais adversas para a relva? No Reino Unido? Mas estamos a brincar ou quê?

Pedro Varela disse...

Então Vítor?

Luís de Aguiar Fernandes disse...

O grande problema para a relva não são as condições do Reino Unido, bem pelo contrário. É, isso sim, o calor. O nosso Estádio é muito fechado, pelo que no interior a temperatura está sempre muito mais elevada do que fora dele. Isto faz com que no Verão a relva atinja os 50ºC. É este o grande problema, não é a chuva nem a neve (lembrem-se da péssima qualidade da relva neste Mundial, devido ao calor). Além de que quando a relva está tão quente está muito mais propensa a que se propaguem fungos (não se esqueçam que nós já tivemos alguns.

Por isso, as opções passam por arranjar um qualquer sistema de refrigeração da relva do qual, se existe, eu nunca ouvi falar; ou, em último recurso, colocar o tal sintético-natural igual ao do Bessa (já lá joguei e é muito bom, quase nem se nota a diferença).

Concordo, por isso, com o Pedro quando diz que futebol é com relva natural. Mas também tenho noção de que não havendo outra solução é preferível colocar o tal sintético-natural, quer para não prejudicar a equipa com relvados miseráveis quer por motivos económicos (não nos podemos dar ao luxo de mudar o relvado todos os anos). Por isso penso que não é uma boa opção, mas cada vez mais se afigura como a melhor possível.

Pedro Varela disse...

Obrigado Luís pela explicação, era certamente isso que o Vítor se referia.

O artigo refere que há possibilidades para baixar a temperatura e que têm conseguido bons resultados, em Espanha por exemplo com elevadas temperaturas.

Pedro disse...

Pedro,
tenho notado que existem muitos adeptos que julgam que o que está por trás da total rejeição da opção pelo relvado sintéctico, como é o teu e o meu caso, tem apenas a ver com uma questão sentimental ou algum tipo de capricho pela defesa do tradicional. É importante referir que um sintectico adultera o jogo tal e qual o conhecemos e a questão não deve ser colocada se preferimos um mau relvado natural ou um sintectico impecável, mas sim saber como poderemos ter e manter um relvado natural com as condições estruturais que temos, de forma a poder continuar a assistir a jogos de futebol tal e qual o conhecemos e não um jogo de futebol adaptado a uma nova realidade chamada relvado sintectico.

Li a entrevista no "a norte de Alvalade" e pareceu-me que as respostas foram sempre um bocadinho condicionadas por questões comerciais mal resolvidas, mas na sua essência tirei algumas ideias que confirmam aquilo que penso.

Posso igualmente dizer que em visita ao Camp Nou em 2006, em pleno pico do verão, observei que existiam gigantescas ventoinhas dispostas ao nível do relvado junto às linha laterais e o relvaldo estava coberno por telas, como se fossem gigantescos toldos de praia que geravam sombra em todo o relvado.

para acabar, surpreendeu-me positivamente (apesar do descalabro do resultado) a boa qualidade do relvado da ultima 2ª feira, apesar do péssimo tempo do dia e dos dias que antecederam o jogo.

obrigado.

Anónimo disse...

acho que nao é um bom princípio convocar uma AG cada vez que há que gerar debate interno, devia-se encontrar uma fórmula de espaços permanentes de debate entre o clube e os sócios e simpatizantes sem ter que se convocar AG.

quanto ao resto, esclarecedor o comentário do Luís e respeito ao que diz o Pedro sobre o futebol ficar adulterado num sintético, acho que chamar adulteraçao ao jogo é nao sair da esfera sentimental. é importante explorar alternativas mas se a relaçao qualidade/custo/impacto operacional nao compensar, por mim venha o sintético.

saudaçoes leoninas,
tiago

Pedro disse...

Tiago,
sentimental é um gajo gostar de comer castanhas assadas envoltas naquelas folhas das páginas amarelas e ter agora de as comer envolvidas em material especialmente validado pela ASAE - o sabor é o mesmo, mas eu prefiro a tradicional folha das páginas amarelas.

a questão do jogo é objectivamente diferente (parece um jogo de futebol, mas é mais uma imitação) - o jogo de futebol é outro, não há aqui nenhum sentimento de negação à mudança.

obrigado!

Anónimo disse...

nao sabia dessa merda das castanhas.

continuo a achar que por um lado nao é o relvado que faz jogo e que por outro as principais diferenças podem ser reduzidas a nada ou quase nada com uma reproduçao sintética dum relvado natural.

saudaçoes leoninas,
tiago

Nuno disse...

Sentimental era bola ao Domingo à tarde, as camisolas de 1 a 11 em vez dos nºs esquisitos de agora, e entrar no estádio com uma sandocha e um sumo.
Não nos agarremos ao sentimento... se tecnicamente for melhor, mude-se.
A fruta e o guarda abel também fazem parte do imaginário do futebol português, e não me importava de os ver desaparecer...