quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sporting 1 (5)-(4) 0 Porto :: no Jamor com muito amor!

foto: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images


Quis o destino que na primeira mão do jogo no Dragão eu estivesse a viajar de Lisboa para o Porto impedindo-me de seguir com atenção o jogo. Cheguei a casa já a segunda parte decorria, custa-me muito ver em casa jogos do Sporting que, à partida, costumo ver ao vivo. Nesse dia, já o disse por diversas vezes, aqui e no podcast do Sporting160, não quisemos ser felizes. Ainda assim, viemos de lá com uma desvantagem perfeitamente possível de alterar.

Ontem, o destino tinha reservado o inverso. Tinha de estar em Lisboa na manhã do dia seguinte ao jogo em Alvalade, portanto, era possível avançar para o jogo e ver ao vivo a passagem do Sporting, inteiramente justa e tão intensamente festejada por todos.

Ver o Sporting ao vivo em Alvalade, e sei que muitos que lêem este blogue fazem-no com regularidade, é muito especial para quem, como eu, vive longe e sente saudades em demasia destes dias, das emoções que antecedem estes jogos, das frustrações e alegrias que acontecem após cada partida.

Ver o Sporting ao vivo é estar com a nossa “família”. Amizades cultivadas com o futebol, em particular com o Sporting, é ser-se bem recebido, é uma sensação sempre incrível de comunhão por algo que todos amamos e que sabemos que nunca irá sair da nossa vida.

Ver o Sporting ao vivo é estar com o Luís, Miguel, David, Liliana, Marta, Pedro, André, Carla, Ivo e tantos, tantos outros que vamos conhecendo, mesmo que os nossos pontos de vistas por vezes não sejam idênticos, mas com a certeza que naquele momento estamos a falar e a viver uma paixão que nos une e jamais nos deixará indiferentes.

Ver o Sporting ao vivo…se o nosso coração bate para mostrar que estamos vivos, ver o Sporting ao vivo devia ser o sangue que nos corre nas veias.

O Sporting tinha que ganhar a eliminatória e marcar presença no Jamor. Claro que era preciso demonstrá-lo em campo, mas este grupo de trabalho, todo, merece e muito a magnífica festa que é a ida à final da Taça de Portugal. Merece por tudo que tem sido feito e pelas adversidades que nos colocam todos os dias, pelas pedras no caminho que nos fazem tropeçar mas não nos vão fazer cair. Porque os Sportinguistas não têm memória curta e sabem, muito bem, o que é estar na lama, na humilhação e no desespero para ver o Sporting regressar à sua posição natural e estarem impotentes para ajudar a consegui-lo.

Por falar nisso, em 2018, no Estádio José Alvalade, eu ouvi, ninguém me contou, duas coisas absolutamente incríveis que esperava por esta altura não ser possível ouvir. A primeira foi a reclamar com Bas Dost. Dizer que Bas Dost é um “bom ponta de lança, não é um ponta de lança bom”, a frase nem faz muito sentido, mas a expressão de quem a proferiu queria referir-se a Bas Dost como alguém que não é assim tão bom, quase banal, isto tudo quando eu comentava o lance de Gelson ainda na primeira parte. A sério?

A segunda, é para mim, mais grave. Todos podem e devem expressar a sua opinião, nada contra, mas, dizer que o “Presidente Bruno de Carvalho é o pior presidente da história do Sporting” é mesmo de quem não tem memória. Complementada a expressão por “até com o Soares Franco tiveste dois segundos lugares”. Um Presidente, Soares Franco, que por pouco, muito pouco, não acabou com o clube.

Adiante. Desculpem-me este desabafo, mas pensei que não era possível ouvir-se isto na nossa casa.

O Sporting apresentou-se no relvado de Alvalade com uma equipa muito próxima da mais forte que poderíamos apresentar. Mais uma vez, para mim, a grande dúvida era se iríamos conseguir contrariar o domínio que o Porto já exerceu sobre nós no jogo para o campeonato, onde demorámos a reagir, e que se repetiu na Taça Da Liga, pelo menos na primeira parte. Tinha receio que esse domínio levasse a algum sucesso e se eles marcassem um golo, tudo se tornaria mais complicado.

Não só não aconteceu, como o Sporting reagiu bem ao maior fulgor físico do adversário apenas nos primeiros 45 minutos, e dominou e controlou o encontro por forma a ser possível, no mínimo, o empate da eliminatória.

Admito que nos últimos 10 minutos estava descrente e não estava a conseguir lidar com a possibilidade de perder esta eliminatória. Principalmente porque Jorge Sousa iria permitir o anti-jogo tradicional de Casillas e seus companheiros. Ver o Porto, como já tinha acontecido no Dragão para o campeonato, usar a táctica dos pequenos em pelo menos duas vezes contra nós esta época, é, quanto a mim surreal.

Sérgio Conceição provou um pouco do veneno que usou na Luz uns dias antes, acreditou que chegaria ao final dos 90 minutos com o empate, mas Coates, num acto de justiça divina marcou um golo que nos levou para mais 30 minutos de jogo.

No prolongamento já só o Sporting teve pernas. Podíamos ter marcado por 3 ocasiões, todas flagrantes, o que não aconteceu e levámos para os pénaltis a grande decisão.

Foi a terceira vez este ano que vi os pénaltis ao vivo em decisões importantes para o Sporting. Em Braga estive nos dois jogos que nos permitiram conquistar a Taça da Liga, e ontem, estranhamente quando comparado com esses jogos estava muito mais calmo. Talvez a sentir que a ida ao Jamor estava conquistada e não seriam os 5 chutos do Porto que nos iriam colocar fora da Taça de Portugal.

Uma atrás do outra como numa marcha, bem sincronizada, as bolas iam entrando na baliza de Casillas impotente não só pela força dos remates dos jogadores do Sporting como das palmas e assobios que vinham da bancada sul mostrando que ontem, naquela noite, só ia dar Sporting custasse o que custasse.

O Sporting venceu, mereceu e está na final do Jamor!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Belenenses 3-4 Sporting :: a noite dos Brunos!

foto: Gualter Fatia/Getty Images

Numa altura em que tão mal se fala da Liga Portuguesa pelas diversas controvérsias que fomos assistindo durante o ano, há que realçar o fantástico jogo que ontem pudemos assistir entre o Sporting e o Belenenses. O Sporting venceu, diria que com alguma justiça, se é que isso existe no futebol, mas o Belenenses, este Belenenses de Silas joga bem e não pode deixar ninguém indiferente.

No relvado do Restelo estiveram duas equipas que lutam pelos seus objectivos, apoiadas pelos seus adeptos e que dignificaram o futebol português numa belíssima partida arbitrados por uma equipa que irá ver o Mundial em casa porque são fracos e pouco ou nada fazem para melhorar essa situação.

Aos 8 minutos de jogo o Sporting sofreu o primeiro golo do encontro marcado por Yebda através de um pénalti que, atrevo-me a dizer, só poderia ser marcado contra nós. Rui Patrício na pequena área supostamente, segundo Bruno Paixão, fez falta sobre Yazalde. Curioso, que ainda há 2 semanas, em Braga, num jogo em que perdemos 3 pontos, o Bas Dost é abalroado pelo guarda redes e nem com recursos ao VAR, como ontem, a decisão foi bem tomada. Lá está, como sempre tenho dito, o VAR ajuda a credibilizar o futebol mas não vai, nunca, transformar um mau árbitro em algo que seja, pelo menos, digno da principal Liga Portuguesa.

Felizmente, a primeira parte do Sporting foi de altíssimo nível. Destaque para Bruno Fernandes que fez duas assistências incríveis. Primeiro para Bas Dost empatar a partida, e vão 59 golos em 57 jogos na Liga Portuguesa e depois para Gelson que consumou a reviravolta. Tudo em menos de 5 minutos. E acabaria por marcar o golo da vitória. Em noite de Brunos, felizmente, o futebol ganhou e o melhor foi o Fernandes!

Depois seguiu-se o terceiro e por Acuña. Este lance teve o condão de mostrar que, por vezes, os comentadores televisivos têm dificuldades em manter a imparcialidade que se adequa a essa posição. Insistiu, durante os 45 minutos do segundo tempo, que o golo do Sporting deveria ter sido anulado pelo VAR, porque, inicialmente, o lance parte de um domínio de bola com a mão.

É pena que não conheça o que disse o IFAB aos árbitros portugueses onde esclareceu que a fase de ataque consiste numa jogada que vá rapidamente na direção da baliza adversária e nessa altura é que o VAR entra em acção, coisa que não aconteceu nesse lance.

O Sporting chegou ao intervalo a vencer por 3-1 e tudo indicava que a segunda parte poderia ser calma, a pensar na preparação para quarta feira e a recepção ao Porto para a Taça de Portugal.

Puro engano! Se na primeira parte bastaram 5 minutos ao Sporting para passar para a frente do marcador, na segunda, os mesmos 5 minutos foram suficientes para o Belenenses empatar. 

O que levou ao desespero os milhares de Sportinguistas. Não só teríamos de vencer porque o Sporting joga sempre para conquistar os 3 pontos e estes estavam praticamente conseguidos com a primeira parte, como era importante aproveitar o desaire do Benfica em casa e alimentar a possibilidade de conseguir, pelo menos, o segundo lugar na Liga que nos dá acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Não embarco na teoria das substituições e das posições que foram mexidas e na culpabilização de Jorge Jesus. Os que estavam em campo e os que entraram tinham mais que obrigação que manter de forma ponderada a vantagem e vencer com tranquilidade o jogo. Não quero tirar o mérito ao Belenenses nos dois golos conseguidos, mas há um claro demérito dos nossos jogadores.

Seria Yebda a protagonizar novo momento na partida. Se na primeira parte marcou o primeiro golo do jogo num pénalti muito duvidoso, a 15 minutos do final agrediu Bas Dost com o cotovelo dentro de área e acabou expulso. Bruno Fernandes converteu o pénalti que garantiu os 3 pontos.

Ainda assim, os últimos 10 minutos de jogo são surreais porque o Sporting, em vantagem numérica, não conseguiu controlar o jogo, e cedeu o domínio ao Belenenses que ainda atirou uma bola à barra desviada por Patrício.

Valeram os 3 pontos e o regresso à luta por uma posição, a segunda no campeonato, que volta a ser possível dependendo apenas de nós!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Sporting 1-0 Atlético de Madrid :: a eficácia tramou-nos!

foto: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images


O Sporting venceu o Atlético de Madrid e ficou muito perto de atingir as meias finais da Liga Europa. Não faremos nunca a apologia das vitórias morais, mas esta eliminatória e o que o Sporting mostrou ontem e mesmo em alguns momentos na primeira mão, foi uma possibilidade única de eliminar aquele que é o segundo lugar do ranking da UEFA só atrás do Real Madrid.

Sendo rigorosos e frios na análise fomos eliminados porque o desacerto defensivo em Madrid foi escandaloso e porque não marcámos um golo fora como deveríamos e tivemos oportunidades para tal. Especialmente aquele em que Montero falhou no minuto 90 e qualquer coisa na primeira mão.

Jorge Jesus apresentou um 3x5x2 que se desdobrava rapidamente quando o Sporting pressionava o Atlético Madrid no seu terço de campo defensivo. Mesmo com a contrariedade que foi substituir Mathieu, lesionado, para entrar Petrovic, a equipa Leonina manteve o seu ritmo de jogo forte, principalmente na primeira parte. Este esquema táctico pouco utilizado, já tinha tido sucesso na forma como jogámos (infelizmente não no resultado) quando defrontámos o Dortmund na Alemanha.

Aliás, os primeiros 45 minutos de jogo em Alvalade foram tão intensos e dominadores, que o golo marcado por Montero, assistido por Bruno Fernandes, foi escasso para o que produzimos. O Sporting fez o suficiente para chegar ao intervalo com a eliminatória empatada.

Há que destacar dois jogadores fundamentais na eliminatória de ontem: Battaglia e Acuña.
Representam um tipo de jogador que queremos ver sempre no nosso plantel. Agressivos sem serem violentos, fortes no choque 1 para 1, a jogar sempre no limite e com um coração gigante, do tamanho do mundo. A noite, ontem, em Alvalade foi deles.

Bem sei que isto é uma equipa, e não podemos descartar as grandes defesa do Rui Patrício, as assistências do Bruno Fernandes, as fintas do Gelson ou as "stories" do William Carvalho, mas realmente os dois argentinos foram incansáveis.

O cansaço é, aliás, o que explica não ter sido possível, provavelmente, chegar mais longe no jogo e conseguir o 2-0. A partir dos 70 minutos a equipa do Sporting não aguentou mais percorrer o campo todo e forçar o Atlético a ficar na sua área. É por essa altura que o clube madrileno tem as melhores oportunidades, sempre negadas por Patrício. 

É também por esta altura que o Atlético começa com anti-jogo. Os últimos 10 minutos, quem diria, Simeone deu ordens aos seus jogadores para começarem a perder tempo. Isso relevou o quanto a eliminatória não estava na segura e mostrou que o Sporting nunca foi inferior ao Atlético no total dos 180 minutos. Não foi, não me interpretem mal, nesta minha análise e óptica em que escrevo este texto, porque o resultado prático, infelizmente, foi a nossa eliminação. 

De fora da Liga Europa, o Sporting tem duas competições para continuar focado: a Liga Portuguesa e a Taça de Portugal. Era importante, por momentos, esquecer os episódios mais recentes, a fim de conseguirmos enfrentar os diferentes jogos de cabeça limpa e no final da época, os sócios e a direcção façam a respectiva introspecção e se decida o melhor para o clube!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Sporting160 analisa o momento actual do Sporting



Muito se tem falado do momento actual do Sporting, muito se tem escrito e pouco ponderadas têm sido as diferentes opiniões que se tem encontrado, passando os jornais uma imagem terrível sobre o nosso clube.

O episódio de ontem do Sporting160 foi, acima de tudo, um acto responsável na difícil tarefa de discussão sobre o que se está a passar no clube. Na minha modesta opinião, vale a audição, ou clicando em cima ou pelas outras diferentes formas para acompanhar o podcast:


Mixlr
http://mixlr.com/sporting160/showreel/sporting160-analisa-o-momento-do-sporting/

iTunes
https://itunes.apple.com/pt/podcast/sporting160-live-podcasting-feed/id1192777763?mt=2

Android
Numa aplicação de podcasts e pesquisar por "Sporting160"

Mixcloud
https://www.mixcloud.com/sporting160/sporting160-analisa-o-momento-do-sporting/

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Sporting 2-0 Paços de Ferreira :: Bruno de Carvalho isolado!

foto: Gualter Fatia/Getty Images


Vamos recuar até ao momento em que Bruno de Carvalho após perder as eleições contra Godinho, já umas semanas depois dos resultados e de uma história muito conturbada, não quis, e bem, prejudicar o Sporting e seguiu o seu caminho com elevação nas palavras e nos actos até que novo momento eleitoral se realizasse e com isso pudesse ter nova oportunidade de conseguir atingir a Presidência do clube, como era seu desejo. Fê-lo, na altura, no superior interesse do Sporting Clube de Portugal. É precisamente isso que espero dos próximos momentos em relação a todos os visados, sejam eles sócios, adeptos ou elementos ligados ao clube. Manifestações de desagrado de uns, aceitação de outros, por alguma razão a democracia ainda é o regime político mais saudável que conhecemos.

Se me perguntarem se concordo com os insultos que Bruno de Carvalho ouviu no início do jogo e ainda no regresso do intervalo quando se dirigia para o banco de suplentes e se são justos? O insulto em si, não. A crítica é aceitável desde que justificada. Cada um fará o julgamento desta situação da forma que entende ser melhor para o clube e não há, nem nunca houve insubstituíveis, mesmo no mais importante cargo do clube. Os Presidentes não são imunes ao julgamento de todos e não posso deixar passar esta nota relativamente ao insulto, porque foi Bruno de Carvalho que muitas vezes o usou para atacar outros, e por vezes bem. Esta via, quando utilizada, não é de um só sentido.

Todo o processo é complexo e vai deixar marcas no Sporting. No dia em que a reunião entre jogadores e direcção aconteceu pedia apenas respeito pelo Sporting Clube de Portugal esperando que todos pudessem perceber que o clube é mais importantes que qualquer individualidade. Esperava que no final da reunião, no mínimo, e mesmo com uma paz pode que iríamos ter até ao final da época, um comunicado do Sporting fosse colocado cá fora e nem mais uma palavra fosse proferida, a não ser os actos oficiais do treinador e jogadores nas antevisões e finais de cada jogo. Como fui ingénuo!

O sábado da reunião apenas nos trouxe um ponto positivo que foi Jorge Jesus. Sereno na conferência que antecedeu o encontro de ontem, mostrou, apesar de estar numa posição ingrata, pois de um lado tem o Presidente que o contratou, por outro tem os jogadores que executam o plano que esgrime enquanto treinador, que a idade, a experiência podem ser elementos fundamentais na resolução de conflitos. O problema é que nada ficaria como dantes. Isso seria certo!

Domingo foi dia de Sporting. Os jornais lançaram as suas notícias, o inenarrável Correio da Manhã faz a sua natural rábula em torno deste episódio, esfregando as mão de contentes porque bastava atirar merda para o ventilador que ela iria espalhar-se por todo o lado, e assim foi correndo o dia. Nem Coentrão foi para Espanha, nem, provavelmente, está lesionado, nem as folgas são para ficar em casa, nem tudo o que aparece à noite é verdade, o certo é que o sossego não iria acontecer e aguardava-se com naturalidade o que poderia acontecer em Alvalade a partir das 20h15.

Duas horas antes da partida se iniciar, Bruno Carvalho não resistiu e lançou um novo texto no Facebook. Sinceramente, o seu ego falou mais alto. Se o texto a seguir a Madrid já tinha sido mau, principalmente pela exposição externa do mesmo, o que escreveu a escassos momentos do jogo começar com o Paços de Ferreira foi ainda pior. Suspeitas e mais suspeitas em redor dos jogadores. William dá a sensação de ser um dos visados, os outros, provavelmente, eram Patrício e Gélson. Se o objectivo era colocar os adeptos e sócios contras os jogadores, quando a equipa do Sporting subiu ao relvado de Alvalade logo se percebeu que não funcionou e bem.

Eu admito que, por vezes, um Presidente pode e deve ser duro na forma como lida com alguns jogadores. Esteve bem Bruno de Carvalho na situação de Bruma, Eric Dier ou até Adrien, e neste último caso, até os sócios e adeptos ficaram do seu lado e Adrien continuou a jogar muito bem, mas hostilizar todos, ou alguns de forma incerta, e achar que tudo estaria bem e que não iriam existir consequências, é viver num mundo seu e irreal

Aconteceram duas coisas mais que esperadas: Alvalade aplaudiu os jogadores e festejou a vitória, os jogadores festejaram os golos e a vitória longe do Presidente. Bruno de Carvalho ficou isolado não nos seus actos de 5 anos enquanto Presidente, e muitos deles de enorme importância, mas as suas palavras inglórias e extemporâneas ligadas a uma comunicação que nos últimos tempos atingiu algum delírio não tiveram o resultado esperado. A conferência de imprensa no final do jogo mostrou um Bruno de Carvalho só, a explicar o inexplicável e agora, tem a palavra os sócios. Mas cuidado, os pára-quedistas que não estejam já a esfregar as mãos de contente, porque se há algo de positivo que esta Presidência de Bruno de Carvalho trouxe ao clube foi a atenção dos sócios e a informação, os que vierem em procura de “carne morta” poderão ter muitos problemas.

Apesar disto tudo houve jogo em Alvalade. Jogo bonito do Sporting com dois golos. Bem cedo, o habitual marcador de serviço, Bas Dost, encostou a bola para o primeiro da partida. Bryan Ruiz com classe mete a bola em Bruno Fernandes que desvia de cabeça e o nosso goleador holandês abre o activo em Alvalade.

O Paços de Ferreira fez um jogo consistente, com o seu valor, nunca foi realmente um perigo para a nossa baliza, e foi com naturalidade que o Sporting chegou na segunda parte ao conforto do resultado final e por Bryan Ruiz. O Costa Riquenho em noite atípica marcou e os jogadores uniram-se numa roda que tinha uma mensagem clara para tudo e todos. Os clubes (também) são feitos de jogadores e eu, em tantos anos de futebol, nunca tinha visto tal reacção a uma situação como a que estamos a viver em Alvalade.

Termino com uma nota especial para Jorge Jesus. Sou fã do seu trabalho, nunca o escondi e nunca deixei de o criticar quando entendi que era necessário. No final do jogo voltou a falar e com muita clarividência. Se na antevisão do jogo tinha-se colocado equidistante da direcção e jogadores, mostrando a importância de ambos, ontem foi peremptório e claro na sua explicação da importância dos jogadores, do episódio que nunca tinha assistido, quanto mais vivido, e que irá continuar, e nem aceitará outra coisa, a convocar os jogadores que entende serem necessários para que o Sporting possa até ao final da época desportiva terminar as diferentes competições com dignidade como o clube merece. Na mouche!

sábado, 7 de abril de 2018

O Sporting Clube de Portugal não pode ser (mais) desrespeitado!

foto: Gualter Fatia/Getty Images


Há muito tempo que escrevo neste blogue e já tenho experiência suficiente para não reagir a quente. O final de tarde e noite dentro foi muito duro.

Neste momento há muita contra-informação, mas não é, para já, o mais importante neste episódio.

O Sporting Clube de Portugal está a ser desrespeitado. Os sócios estão a ser desrespeitados. Os adeptos estão a ser desrespeitados. Acima do Sporting...ninguém!

A questão principal para mim, nesta altura, é que toda esta situação é real, surreal e embaraçosa. Não quero alimentar polémicas enquanto não ouvir das fontes oficiais, do clube, dos jogadores, o que realmente se está a passar.

Mas não deixo de me sentir atraiçoado por Bruno de Carvalho, talvez a palavra seja forte porque não esqueço o bom trabalho que tem sido feito pelo clube, pessoa que tanto "ajudei", dentro das minhas possibilidades, e que venho falando e defendendo desde Fevereiro de 2011 para tirar o Sporting do marasmo em que se encontrava, mudar a consciência de alguns adeptos em relação ao que pensavam dele e a mudar de paradigma para encontrar de novo o que todos pretendemos que é o caminho para a glória.

Amanhã, pelas 20h15 o Sporting Clube de Portugal não pode ser (mais) desrespeitado. A bem de todos!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Atlético Madrid 2-0 Sporting :: noite de ofertas!

foto: Quality Sport Images/Getty Images


A eliminatória ainda está aberta e o Sporting poderá ter uma palavra a dizer na próxima quinta-feira em Alvalade. No entanto, o Atlético de Madrid está em clara vantagem, fruto dos dois golos que marcou, embora o filme do jogo poderia ter sido outro não fosse o desacerto incrível da nossa defesa e ataque.

A história nestes confrontos nos últimos anos, seja Liga Europa, ou Liga dos Campeões, começa sempre da mesma forma. Durante dias monta-se um cenário em que o Sporting terá muitas dificuldades em eliminar o adversário. Ou porque é um grande clube, ou porque são atacantes fortes, ou porque não sofrem golos há não sei quantos jogos e por aí fora. O sentido das discussões é sempre o mesmo, quase levam a acreditar um comum adepto que o Sporting não devia ir a jogo porque ia ser eliminado.

O Sporting perdeu e não entremos em jogos morais e afins. Perdemos por 2 golos. Mas podemos fazer uma análise fria ao que se passou nos 90 minutos no Wanda Metropolitano e perceber, com relativa facilidade, que tudo poderia ter sido diferente. Mas nos últimos tempos, isso não tem acontecido e o problema pode ser mais profundo.

Aos 23 segundos de jogo já perdíamos por 1-0 e aos 39' por 2-0 após dois falhanços defensivos. Entre esses dois momentos viu-se um Sporting mais dominador, com oportunidades flagrantes para marcar, mas com um problema sério: Bruno Fernandes completamente fora do jogo, William lento e que viria a ser substituído, provavelmente já lesionado, um ataque desorientado e uma defesa ao nível dos Benjamins. Surreal!

No meio disto tudo sobressaía um nome: Piccini. Belíssimo jogo, se olharmos para as condições em que o Sporting jogou ontem à noite.

É impossível, hoje, criticar a estratégia montada por Jorge Jesus por uma única razão: desacerto defensivo. Com o que se viu neste jogo, os falhanços levados a cabo por Coates, principalmente, e Mathieu, fizeram ruir como uma baralho de cartas a estratégica montada pelo nosso treinador.

Um Sportinguista acredita sempre que é possível seguir em frente em qualquer eliminatória. Ficou a ideia que podíamos ter feito muito mais no jogo de ontem e que poderia trazer uma esperança acrescida para a segunda eliminatória. O falhanço incrível de Montero aos 91' foi um resumo quase perfeito da época 17/18, tão próximo o objectivo e tão disparatado como o falhámos. Se marcasse, poderia ter sido importante para dar um "twist" final para que ainda estejamos a tempo de colorir de verde a história desta época. Ainda é possível!

Duas notas finais para os adeptos e Bruno de Carvalho.

Não há palavras para descrever a forma como os adeptos Leoninos encararam a viagem a Madrid. Em meia dúzia de dias após o sorteio já era visível que Madrid ia ter um grande apoio Leonino. Assim foi, perto de 4 mil Leões marcaram presença e mostraram porque somos absolutamente incríveis no apoio à nossa equipa.

Deixo para o fim a nota relativa a Bruno de Carvalho. Particularmente activo nestes últimos dias na sua rede social favorita. Não tenho, nem nunca tive problemas, com o Presidente/Adepto, porque o Presidente vinha sempre em primeiro lugar e porque é pago e foi eleito com quase 90% pelos sócios para ser Presidente. Quando esta dicotomia tem uma inversão e o Adepto passa a estar em primeiro lugar, já considero inaceitável. 

Ontem era totalmente desnecessário o Presidente do Sporting ter entrado em directo num programa da CMTV para explicar o texto que escreveu no Facebook (que já sofreu 6 alterações) e para dar um raspanete ao Hélder Amaral (comentador Sportinguista e que por vezes aparece na Sporting TV).
Foi um acto em "damage control" mas foi incongruente. Há umas semanas numa Assembleia Geral desnecessária e que terminou com total controlo do clube, num momento apoteótico pediu aos Sportinguistas para não lerem ou veremcanais e jornais desportivos que não os da Sporting TV e relacionados com o Sporting, e ontem entra em directo naquele que é, provavelmente, o pior canal e o que mais polui o cenário desportivo em Portugal. Nonsense!