quinta-feira, 23 de julho de 2015

As finanças e o mercado de transferências, um longo caminho a percorrer!


Ainda não tinha tido a oportunidade de analisar o relatório e contas que o Sporting apresentou referente ao período de Julho de 2014 a Março de 2015.

Como está muito na moda, principalmente pelos rivais falar das contas do Sporting, volto ao assunto e abordo também o mercado de transferências. É um resultado muito bom e que mostra que o caminho seguido, do ponto de vista financeiro, que é apresentado neste relatório.

O Sporting apresentou um resultado operacional positivo de 22 milhões de euros. Há tempos no twitter perguntavam-me se acreditava nesse valores. Bem, no dia em que não acreditar nos R&C que o Sporting produz, muito mal vai o nosso clube. Mas percebo que a questão seja, também, como raio é que agora apresentámos resultados positivos consecutivamente.

Particularmente neste relatório é simples de verificar que o resultado positivo acontece por: 1) 10 milhões provenientes das competições europeias, 2) receitas de bilheteira que aumentaram, 3) aumento dos patrocínios e publicidade e 4) aumento das receitas dos direitos televisivos.

Claro que do lado da despesa, a política rigorosa que o Sporting tem seguido à risca também ajuda a este cenário positivo.

Mas, um facto muito importante que se vê neste R&C e que deverá acontecer mais vezes daqui para a frente e que poucos falam, é a descida do passivo em 46 milhões. Sabemos que aconteceu em grande parte nesta fase devido à reestruturação financeira, mas, terá de ser o caminho natural se queremos continuar com a independência financeira que aos poucos vamos adquirindo.

Por falar em finanças e porque nesta altura as entradas e saídas de jogadores ditam as regras do jogo, há ainda um longo caminho do Sporting a percorrer no que se refere a colocar a "máquina" a funcionar como deve ser no mercado de transferências de jogadores.

Analisemos o período temporal de 02/03, dados aqui, ano a seguir ao último título do Sporting até à presente época. O Porto é uma máquina demolidora no mercado que fez balançar positivamente entre o que compra e venda, com ganhos de 437 milhões de euros, o que dá um saldo positivo de 31 milhões de euros por época. O Benfica segue-se com metade do valor. Em 14 épocas o balanço é positivo em 222 milhões e só depois aparece o Sporting com uns míseros 65 milhões.  A distância para os dois grandes vencedores a nível interno é abismal.

Digo míseros, no balanço de comrpas/vendas, porque, e com o devido respeito ao Braga, estamos com apenas mais 3 milhões que o clube minhoto nestas últimas 14 temporadas. É pouco, muito pouco e que mostra bem o estado lastimoso na forma como abordámos o mercado e essencialmente pela falta de credibilidade, qualidade na promoção dos nossos activos e, obviamente, a falta de títulos que nos desvaloriza e muito face aos concorrentes. É, lá fora, muito diferente, ainda, comprar ao Porto/Benfica e ao Sporting.

Termino com uma nota em relação ao nosso clube, desde a época 02/03, recordo que é a época após o nosso último título de campeão nacional, até à entrada desta direcção, o Sporting apresentou um balanço positivo de 15 milhões de euros, menos que o Vitória SC. A partir de 13/14 até à corrente época, onde se inclui até ao dia de ontem, o balanço regista-se nestes três anos em 50 milhões positivos.

Sintomático. Mas há quem não queria ver isto!

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