segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sporting 2-1 Porto :: vencer para liderar!


Quarto comboio verde realizado pelo Sporting e foi a minha quarta presença. Chegámos tarde a este tipo de iniciativa, mostra bem como o clube esteve tanto tempo adormecido, mas, finalmente estamos no caminho certo para que o Sportinguismo não seja apenas e só de Lisboa e arredores. 

A viagem como sempre, do meu lado, começa em Campanhã. Respira-se confiança entre os adeptos Leoninos. Não há receio do jogo, do adversário, de nada. Não há bazófias. Fala-se de futebol, dos nossos jogadores, das aquisições e saídas, das direcções, não há preocupação se apoia este ou outro tipo de gestão, vive-se Sportinguismo puro. Canta-se, bebe-se, muito, por vezes até demais, alegremente até Entrecampos. Curta viagem de metro e estamos em "casa". Sem euforias!

Mais discussão de Sportinguismo, mais amigos, mais futebol, mais bebida. Celebra-se um dia de futebol em cheio. Discutem-se opções tácticas, possíveis saídas e pelo meio, no dia de ontem, entraram três jogadores novos para o Sporting: Bas Dost, Pedro Delgado e Castaignos. O Sporting está vivo!

Alvalade encheu-se para receber mais um clássico, dizem-me, não consegui confirmar, que foi a primeira vez que uma das equipas entrou com o equipamento alternativo, neste caso o Porto. Não se percebe, mesmo que a razão seja o marketing. Há tradições que não devem ser mudadas!

O Porto entrou forte no jogo. Com vontade, intensidade, perante um Sporting apático, diria que chegou ao golo com alguma naturalidade, com tal adormecimento da nossa equipa. Felipe marcou. Foi, provavelmente, o único momento de desatenção da nossa defesa, da equipa em geral. 

A partir daí, Jorge Jesus mostrou porque raio é o melhor treinador Português, pelo menos no nosso campeonato, como as suas equipas reagem, jogam, viram o resultado e vencem a partida com toda a naturalidade. 

Não houve surpresas no 11 que apresentámos. Mas há algumas certezas. No eixo da defesa, Coates e Semedo estão imparáveis, Douglas e Paulo Oliveira terão muitas dificuldades. Na direita João Pereira cala os mais críticos, onde me posso incluir, porque Schelotto tinha feito uma excelente temporada passada e uma boa pré-época, mas não tem dado grandes hipóteses. Marvin arrancou o melhor jogo deste ano, sim ainda é cedo, mas continuo a preferir o holandês ao brasileiro Jefferson. Tenho esperança que ainda se faça um bom jogador.

O meio campo vai ser o nosso calcanhar de Aquiles. João Mário de fora e Adrien com mercado até ao final do mês preocupa. Ainda sou do tempo em que falar bem do Adrien dava quase sentença de morte por arremesso de pedras em praça pública. E William? Melhor em campo. Tivesse pés para rematar e Casillas tinha ido ao fundo das redes mais 2 vezes, pelo menos.

Na frente Slimani dá tudo, é o mínimo que espero de Bas Dost, isso e pelo menos 20 golos. Gélson está a jogar muito e aos poucos vai-se impondo na equipa, o Jorge vai matar a formação e Bruno César ligou muito bem entre meio campo e ataque, está confiante, o livre que envia ao poste merecia ter entrado. Bryan Ruiz, um senhor, a bola nos pés é tratada com uma elegância incrível, mas ontem não esteve no ritmo a que nos habituou. Ainda assim não comprometeu. Saiu de jogo quando foi preciso!

Não falei de Patrício. Não vale a pena. Já o disse por diversas vezes, façam-lhe um contrato vitalício!

Olhando para o banco encontramos soluções. É para mim a grande diferença em relação à época passada. Fica a dúvida se apenas sai João Mário e Slimani, este último quase garantido tendo em conta o que chorou no final do jogo, e se Adrien não vai mesmo, olhando para as declarações que hoje estão no jornal O Jogo. O banco para estas posições oferece soluções mas são incógnitas. A pausa destes próximos dias é o ideal para Jorge Jesus perceber as movimentações que vai ter de efectuar.

Entraram ainda na partida, Bruno Paulista, para limpar tudo, e que bem que tem estado sempre que é chamado por JJ, a evolução já se sente no jogador, e Campbell. O Costa Riquenho parecia já ser um jogador da casa, tal foi a forma como entrou no relvado de Alvalade e como sentiu a força vinda das bancadas. Carlos Mané a dois minutos do final entrou para despedida? Fica a dúvida!

Vencemos com toda a naturalidade, tal como disse em cima, depois do golo cedo que sofremos, reagimos, virámos o resultado com toda a naturalidade e na segunda parte foi uma lição de táctica do treinador Jorge Jesus. 

Duas notas finais para os adeptos dos "olés" e para os cânticos do Porto. 

Quanto aos "olés" que alguns adeptos do Sporting cantaram no final do jogo, poucos, dizer-lhes que é ridículo e que não façam figuras destas. Aprendam com os erros do passado.

Em relação aos cânticos do Porto, devo dizer que respeito todos os grupos de apoio de qualquer clube. São importantes para as suas equipas, para o espectáculo desportivo, quando só se preocupam com o futebol, e em grande parte das vezes são um espectáculo dentro de outro. Não percebo como raio a claque Portista tem uma quantidade assinalável de melodias idênticas às do Sporting. Bem sei que há sempre cópias de umas para as outras, e nós também sofremos disso, mas pelo menos por cá, podiam ir por outra via, digo eu!

O regresso a casa foi em festa. Nos últimos tempos, uma normalidade!

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