segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Rio Ave 3-1 Sporting :. desastroso!


Desastroso o que ontem se passou em Vila de Conde. O Sporting levou um banho táctico dentro de campo e não soube libertar-se da teia montada por Capucho. Não há dúvidas que o jogo foi ganho fora do terreno, principalmente pela capacidade do Rio Ave deixar o Sporting dominar a partida de forma consentida, aplicando com a eficácia em pouco mais de 15 minutos três golpes mortais.

Dois momentos são marcantes, na minha opinião, para a derrota de ontem. Diga-se, que estaria longe de imaginar que o resultado seria este, aliás, perder já de si era quase impensável mesmo respeitando o Rio Ave e sabendo o bom campeonato que estão a fazer.

Comecemos pelo primeiro momento: a conferência de imprensa de Jorge Jesus. Ninguém tem dúvidas da sua valia enquanto treinador, nem da capacidade de adaptar e transformar jogadores e equipas. Não percebo, até pelo que se passou no ano passado, a necessidade de certos discursos. Fosse ao contrário e estaríamos todos a dizer, "coloquem as palavras dele no balneário", "não é ele que entra em campo"

Claro que não é ele que entra em campo, mas é JJ que escolhe o melhor 11. Por norma tenho de concordar, até porque ele sabe mais de futebol que eu, e acima de tudo sabe quem são os jogadores que podem ou não dar o seu contributo, mas custa-me acreditar que não poderia colocar em campo os mesmo que em Madrid. Compreendo Bryan Ruiz, discordo em relação a Bas Dost, e não percebo o Campbell na esquerda, quando ao fim de 20 minutos se percebia a dificuldade dele flectir para o centro do terreno como tão bem costuma fazer quando está na direita.

Jorge Jesus rectificou no início da segunda parte, mas já era tarde!

O segundo momento que decidiu a partida foi uma miúdo chamado Gil Dias com apenas 19 anos. Bastaram apenas 5 minutos para perceber que Bruno César ia passar mal, que Semedo iria que dobrar por diversas vezes o lateral esquerdo, aliás, Jorge Jesus entendeu isso cedo quando mandou aquecer Jefferson para enviar indicações por Rui Patrício, mas não foi suficiente. 

O jovem jogador esteve nos três golos, inclusive marcou o terceiro.

Claro, que no mundo hipotético dos "se", não ter tido a eficácia do Rio Ave, nos remates de Alan Ruiz e André aos 18 e 21 minutos, também ajudou. A história seria outra. Mas a realidade não vive dos "se", o que aconteceu ontem em Vila do Conde foi futebol e o do Rio Ave foi melhor que o nosso.

A segunda parte e com uma vantagem de 3 golos, o Rio Ave deixou o Sporting assumir o jogo, como seria natural, mas fê-lo de forma inteligente ao subir bastante a defesa, não conseguindo o Sporting jogar nas costas dos defesas vilacondenses e a prova que a estratégia adversária estava a funcionar, a falta de oportunidade de golo da nossa parte. Só aos 82', por Bas Dost e após nova assistência de Gelson no campeonato, surgiu o nosso golo de honra.

Palavra final para os adeptos do Sporting que encheram o Estádio dos Arcos, uma festa incrível apesar do péssimo resultado, foram 90 minutos a apoiar a equipa, e treinador, jogadores e direcção percebeu isso mesmo com os agradecimentos após o apito final de João Pinheiro.

O Sporting perdeu uma batalha, palavras habituais e neste caso de JJ em momentos angustiantes, claro que a guerra ainda tem muito para se lutar, o objectivo de ser campeão continua intacto!

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