segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Sporting 2-1 Feirense :: vencer foi o mais importante!

foto: NurPhoto

O Sporting está num período em que a velha máxima "entrámos em todos os jogos para ganhar", pela dimensão do clube, é para ser levada à letra e não há, nesta altura, margem para erros. Por isso, cada jogo é um final, seja contra o Porto ou Benfica, seja contra o Feirense. Como a equipa vinha de uma eliminação de uma competição, que tem um misto de desespero por ver o Sporting jogar tão mal e prejuízo pelos fracos árbitros que coabitam o mesmo espaço que os jogadores de futebol, as alterações de Jorge Jesus seriam naturais.

Nos convocados entraram Palhinha e Matheus Pereira, para rejubilo da nação verde e branco. Qual Santo Graal, qual quê. Na defesa entrou directamente para a titularidade Paulo Oliveira, que, verdadeiramente foi a única mexida no 11 titular, já que Beto substituiu Patrício lesionado.

Na discussão de quem apoia Bas Dost, foi Alan Ruiz o escolhido. Ainda bem!

Uma nota negativa para a falta de respeito de alguns adeptos perante o minuto de silêncio em Alvalade em memória de Mário Soares. A democracia fez-se para que alguns possam desrespeitar isso, mas ao menos poderiam ter em consideração que que morreu, era familiar de Eduardo Barroso, que já fez parte dos órgãos sociais do clube e, goste-se ou não do estilo, merece o nosso respeito como Sportinguista.

O Sporting cedo chegou à vantagem de dois golos por Bas Dost. A vitória parecia totalmente controlada e nada faria prever que a noite de ontem pudesse ter alguns problemas adicionais para Jorge Jesus. Mas, a sina de um Sportinguista é sofrer. Umas vezes porque queremos, outras porque realmente faz parte e está no nosso ADN de sofredor adepto de amor incondicional pelo nosso clube.

Mas vamos por partes, como dizia o Jack. (esta piada é tão batida, mas também eu gostava de escrever textos tão batidos só com vitórias fáceis do Sporting).

Bas Dost é, actualmente, o melhor marcador da Liga Portuguesa. Uma parte dos bipolares adeptos Sportinguistas ontem ficou confusa. Não puderam assobiar. Dois toques, em duas bolas bem metidas, dois golos.

Alan Ruiz fez, provavelmente, o melhor jogo desde que chegou ao Sporting. Bem na recepção de jogo, nas movimentações ofensivas e nas assistências. Outra parte dos bipolares adeptos Sportinguistas ficou, também, confusa. Dá jeito andar todas as semanas a falar dos 7 milhões que custou. Sim, eu também concordo que a abordagem ao mercado de verão correu muito mal!

Pelo meio disto tudo ficámos, aparentemente, sem capitão. Adrien levou uma joelhada na zona da cabeça que apelidámos de "fonte", foi levado para o hospital com uma cervical colocada, bonita a atitude do Presidente que o acompanhou até sair do estádio na ambulância, e ainda sem sabermos se jogará no sábado, pelo menos já é conhecido que não foi nada de grave.

O intervalo chega com uma margem confortável, eu esperava um golo mais do Sporting no reatar do jogo para descansar alguns elementos importantes para as duas batalhas que para lá do Marão vamos travar com os Flavienses.

Saiu tudo trocado!

O Sporting desapareceu quase por completo do jogo. Para quem é que os adeptos, bipolares, desculpem-me mas hoje deu-me para isto, se viraram? Para Bryan Ruiz. O único elemento que ouviu assobios durante a partida. Completamente desnecessários!

O Feirense reduziu para a diferença mínima por Platiny. O Sporting tremeu, tremeu, o que não deixa bons sinais tendo em conta as temperaturas que vamos encontrar no próximo sábado, mas, pelo menos foi conseguido o objectivo inicial que passava pela conquista dos três pontos.

Ficámos com um problema acrescido após a expulsão de Elias. O brasileiro não é opção para o próximo jogo, Adrien é um incógnita e Jorge Jesus vai ter de pensar muito bem no meio campo que se espera de combate contra uma das equipas que tem praticado bom futebol na nossa Liga e até já eliminou o Porto da Taça da Portugal.

Estatisticamente o jogo foi o do costume. Posse de bola avassaladora nos 69% (e chegou a estar perto dos 80%), 16 remates dos quais 7 à baliza, o Feirense, tradicionalmente como tem acontecido nas nossas partidas, faz golo num dos dois remates que tem às redes de Beto, e a percentagem de passes certos ficou-se nos 85%, não só o dobro da equipa adversária em quantidade como mais de 11% em termos percentuais. Um exagero que nunca é traduzido em campo, como, por exemplo, já aconteceu no ano passado!

Uma nota final para o relvado de Alvalade. Finalmente parece ter resultado o trabalho que foi feito por esta direcção, entre areia, drenagem, sistema de absorção e relvado novo, a coisa parece estar no bom caminho!

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