Vitalidade nas Eleições



Hoje enquanto lia o jornal a "A Bola" deparei-me com uma crónica do Carlos Pereira Santos e mais especificamente com uma frase "Só falta ao Sporting, atendendo à confusão que vai na Líbia, que o Khadadi apresente também uma candidatura à presidência dos leões".

Gostava em relação a isto de dizer 3 coisas fundamentais:

1. Durante muitos anos, principalmente nos mandatos de Roquette, Santana e Dias da Cunha, sempre se criticou o Sporting por se assemelhar a uma monarquia quando chegávamos aos actos eleitorais. Eles realizavam-se, os sócios exerciam o seu direito de voto, mas já todos sabíamos quem seria o vencedor. E éramos criticados, falava-se de uma democracia apenas no papel!

2. Agora, e subitamente porque conveniência, toda a gente brinca com o aparecimento dos candidatos. Preocupam-se em demasia pelo facto de se apresentarem a eleições inúmeros sócios, sejam quais forem as razões. Há gente que precisa de rever o que escreveu há uns anos, não sei se é o caso do Carlos Pereira, porque peguei na frase apenas para voltar a este assunto. Porque se o problema no passado se assemelhava a uma monarquia, agora o problema é porque o excesso de candidatos mais parece uma anarquia. Decidam-se lá na forma como criticam os actos eleitorais do Sporting.

3. O facto de aparecerem muitos candidatos, por outro lado, está a chatear muita gente. Pode-se discutir a validade ou não dos elementos que aparecem, e para isso é que nós vamos a votos, mas há muita gente que achava que não iria aparecer ninguém com vontade de ser Presidente do Sporting. Só que o Sporting, como clube grande, com dimensão mundial, interessa e muito, e suscita sempre interesses dos mais diversos quadrantes da sociedade portuguesa. Se as escolhas vão ser as acertadas, isso compete aos sócios decidir. Mas que é uma importante mensagem de vitalidade o facto de irmos às urnas com tantos candidatos, disso não tenho dúvidas. É pena que ninguém o diga!

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