sábado, 16 de março de 2013

Voto pré-histórico!

Vivemos no século XXI, mas por vezes não parece. Podemos estar sentados no sofá de casa e comprar livros, música, revistas, jornais, roupa e mais um sem fim de itens. Não precisámos de sair de casa. São as facilidades, e comodidades, que meios de comunicação como a internet nos permite ter nos dias de hoje. 

Podemos ver futebol online,  canais generalistas e de especialidade nos tablets e smartphones, podemos ouvir rádio ou uma qualquer música à distância de um clique.

No Sporting os estatutos alteraram-se. E bem. As categorias dos sócios modificaram-se, falou-se do voto descentralizado. Afinal de contas somos o Sporting Clube de Portugal. Prometeu-se, já depois dos problemas das eleições passadas, votos nos núcleos. Ainda não foi desta!

Mas pelo menos o voto é possível sem haver necessidade de deslocação a Alvalade. Isso é bom!

Quotas em dia, a de Fevereiro, não faltam as inúmeras comunicações do clube a avisar da necessidade de regularizar para poder votar. Os sócios, os pouco mais de 32.000 assim o fizeram. 

Cadernos eleitorais confirmados, disponíveis para os sócios consultarem. Mail do clube a avisar que por exemplo quem é do Porto pode recorrer ao Solar do Norte para usar os serviços legais para validação do seu acto eleitoral, por um preço mais competitivo. Ainda assim são 10 euros.

Hoje estamos a 7 dias das eleições. A 5 dias úteis do sábado eleitoral, a 4 se quisermos que o voto por correspondência seja válido. Dos inúmeros amigos com quem já falei, de diversas zonas do país e estrangeiro, ainda não receberam os respectivos votos. Inadmissível! 

Antes que apareçam os habituais "abutres", não, isto não tem nada a ver com afinações, nem embarco em teorias da conspiração. Somos todos prejudicados, da lista A, B ou C. Já basta o facto de nos obrigarem, a quem vai votar à distância, de ter de decidir o voto antes de ouvir por exemplo todos os debates eleitorais!

Não se poderia ter pensado nisto de forma mais profissional? Não há necessidade de enviar os votos pelo correio, diria eu. Se fossem disponibilizados no site do clube, e com o respectivo login e password cada sócio elegível para votar imprimiria os seus boletins e avançava para o notário/advogado e presencialmente confirmava a sua escolha e devolvia os boletins ao Sporting por correio.

Custa chegar a uma semana das eleições, um momento sempre importante na vida do sócio, um direito que nos assiste de participar na vida do clube e depararmo-nos com estas dificuldades que podem colocar em risco algumas centenas, milhares de sócios que têm o direito de votar. Afinal, o clube ainda é nosso!

Custa mais ainda quando olhámos para o passado do Benfica, para as duas últimas eleições e percebemos que já foram 2 actos eleitorais que permitiram aos seus associados votarem nos núcleos e de forma electrónica. Simples e mais barato.

O voto do Sporting, num momento tão importante da vida do clube, está pré-histórico. Melhor, ainda que pouco, em relação às últimas eleições, mas claramente desadequado aos tempos em que vivemos. Como dizia o amigo Tiago, que está lá fora à espera que o seu voto chegue, "há 15 dias a minha dúvida era em quem votaria, agora é se continuo ou nao a ser sócio.

7 comentários:

Pedro O. disse...

Pedro,
não contrariando em nada a tua justa crítica a um processo mal implementado, queria só corrigir-te no que toca à quota exigida, que ao contrario do que referes, basta a de fevereiro. Parece um pormenor sem importancia, mas julgo ser importante corrigir.

obrigado.

Bancada de Leão disse...

Verdade, obrigado. Vou alterar sim.

Jalex disse...

E um post ao jogo de hoje?Jogamos razoavelmente bem,acho que merece destaque.

Bancada de Leão disse...

Claro, mais logo. Todos os jogos têm post

Manuel Humberto disse...

Bancada de Leao,

Subscrevo por inteiro, palavra por palavra. Muito bem.

Bancada de Leão disse...

Obrigado Manuel, sempre é possível haver discussão democrática de opiniões.

Pinilla disse...

Tomei a liberdade de chamar a atenção para isto (com o devido link, claro) no És a Nossa Fé. Amador, no mínimo.