domingo, 27 de agosto de 2017

Sporting 2-1 Estoril :: vitória à bomba de Fernandes!

foto: Carlos Rodrigues

O Sporting venceu o quarto jogo do campeonato e está bem posicionado neste arranque da Liga Portuguesa. 

Vamos recuar até aquele dia 7 de Julho quando se realizou o sorteio do campeonato nacional. Nesse dia, depois de conhecidas as jornadas e os adversários, rapidamente se percebeu que o mês de Agosto era duro. Era necessário tomar algumas medidas, uma delas foi a antecipação do jogo inaugural contra o Desportivo das Aves, a outra foi esperar pela sorte que nos ia calhar no play-off da Liga dos Campeões.

Assim, Agosto ficou alinhado com visitas à Vila das Aves, Guimarães e Roménia, e outros tantos jogos em casa. A pré-época tinha sido inconstante, a equipa colocada sob pressão, o treinador e a direcção com a cabeça a prémio ainda nem tínhamos começado o campeonato.

Agosto termina com 6 jogos, 5 vitórias e 1 empate. Zero derrotas. Marcamos 15 golos e sofremos 2 golos. Qualificamo-nos para a Liga dos Campeões e, como disse em cima, arrancamos bem na Liga Portuguesa com 12 pontos, aproveitamento máximo.

Nem o inferno, nem o céu. Não somos a melhor equipa do mundo, nem somos imbatíveis, mas, cumprimos na totalidade o que nos era pedido neste mês de Agosto. Que Setembro seja idêntico e que mês a mês se vá caminhando no rumo certo.

Claro que ao fim de 540 minutos já se podem tirar algumas conclusões e era nisso que me gostava de concentrar no texto de hoje. A vitória foi justa, fizemos uma excelente primeira, adormecemos cedo, acabámos a sofrer de forma desnecessária e o VAR colocou o universo novamente alinhado quando já estávamos desesperados, entre diferentes síncopes cardíacas e a gritar "como raio é que isto foi possível?". Que fique o aviso!

As certeza são, para já, duas: Bruno Fernandes e Acuña. São reforços e com estes 6 jogos, poucos bem sei, acho que não restarão dúvidas das suas capacidades. Bruno Fernandes já tem uma luta interior, muito sua, para perceber se consegue fazer um golo sempre melhor que o anterior. Acuña, que veio rotulado como um dos melhores jogadores do último campeonato argentino, fez parte do 11 ideal, foi mesmo o melhor para o jornal Olé, tem um pé esquerdo que guia a bola como poucos.

De notar que neste jogo não tivemos dois campeões Europeus: William Carvalho e Adrien. Noutras alturas, provavelmente, tinha caído o carmo e a trindade. Hoje há soluções e até o Petrovic jogou. 

O problema que complicou a vida ao Sporting foi mesmo o cansaço dos últimos dias. Claro que os jogadores treinam e muito, mas não há dúvidas que o desgaste era intenso, daí que Jorge Jesus esteve muito bem com o 11 que montou, demorou, na minha opinião a mexer, estendendo o adormecimento da equipa para além do que seria desejável. Podiam ter-nos custado caro. Mas, lá está, no final os 3 pontos foram conseguidos e o resto são cantigas. 

Aliás, quando mexeu e acordou os jogadores, rapidamente voltámos à carga, depois de sofrer um golo, marcámos outro, bem anulado pelo VAR. Que mais tarde, já em descontos iria anular o golo do Estoril. Alinhando, tal como disse em cima, o Universo e atribuindo justiça ao que viria a ser o resultado final. Bem sei que nisto do futebol contam as que entram e por isso hoje o Estoril deixou um aviso claro à equipa  do Sporting, não podemos facilitar tanto mesmo estando a vencer por 2 golos de vantagem. A intensidade, que nos tem acompanhado nos diferentes jogos, é para andar sempre lá em cima, no limite e pelos jogadores que estão dispostos, principalmente fisicamente, a lutar até cair para o lado.

Palavra final para o público de Alvalade e aos mais de 45 mil que estiveram nas bancadas e que foram incansáveis no apoio à equipa, bravo!

Vemo-nos em Santa Maria da Feira!

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