segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Paços de Ferreira 1-2 Sporting :: vitória fundamental!


Vencer era obrigatório e o único resultado possível em Paços de Ferreira depois do empate no dia anterior do Porto. Voltámos a depender apenas de nós para conquistar o título, os três pontos foram conseguidos com algum sofrimento num estádio tradicionalmente complicado que não encheu e que não se compreende.

Aliás, é mesmo por aí que começo a falar do jogo de ontem. Os bilhetes mais baratos para o jogo de ontem entre Paços de Ferreira - Sporting custavam 13 euros. Se a bancada sul estava completamente cheia, entre bilhetes para alguns núcleos e os que vinham de Lisboa, tradicionalmente as claques, a norte, nem a meio chegou. Incompreensível!

Por um lado é fácil de criticar que os Sportinguistas não conseguem encher um estádio pequeno a uma domingo às 18 horas com a equipa a lutar para ser campeã. Por outro, fico a pensar na falta de estratégia comercial do Sporting que parece completamente estagnada. Certamente, não é pelo frio que se faz sentir nesta altura. Dá que pensar quando vemos um clube rival, como o Benfica, a espalhar lojas de produtos por todo o país, inclusive, num centro comercial tradicionalmente afecto ao Porto, o Parque Nascente, e nós a dormir. Ou então, a facilidade que é para eles comprar bilhetes para este tipo de deslocações.

Voltando ao jogo e ao que aconteceu dentro das quatro linhas vou destacar, por razões mais que óbvias, três jogadores.

Mathieu. Provavelmente, o melhor defesa central, neste momento, na Liga Portuguesa. Dos melhores que já vi no Sporting, a lembrar, e muito, André Cruz. Sentido posicional incrível, está (quase) sempre lá quando é para resolver os problemas, agressivo sem ser violento, rápido e altamente consistente. Ontem limpou, praticamente, tudo e quando não estava, Piccini fez questão de ajudar. Aquele corte...que maravilha!

Coentrão. É preciso recuar ao tempo de Rui Jorge no Sporting para encontrar um lateral com esta classe, em todos os sentidos. Coentrão não é só um lateral de classe mundial, como tem aquela característica incrível de saber quando deve ou não acalmar o jogo do Sporting, para não entrarmos naquela sofreguidão que normalmente nos traz problemas e tantas vezes nos tira pontos. 

Bryan Ruiz. Já o tinha escrito no início da época que era um jogador que poderia e deveria, no mínimo, estar no banco e fazer parte do lote de jogadores do Sporting 17/18. Depois vieram alguns problemas, ninguém acredite na história das caneleiras que isso é "palha". O jogador, o agente e até a Federação do seu país sempre foram muito honestos e respeitadores da opção do Sporting. Depois de estar praticamente fora do clube, voltou aos treinos, aos convocados e ontem entrou na segunda parte num terreno complicado.

Foi ovacionado quando entrou, esteve na origem do segundo golo. Cá fora, os eternos Sportinguistas de bancada, "e Bryan Ruiz? não fez nada". Ao primeiro erro, não tenho dúvidas, vai ser assobiado. A vista é curta e em 2017 num clube que está em 4 competições, alguns não percebem a importância de ter 23 jogadores de qualidade, mesmo sabendo que só 11 deles podem ser titulares.

O Sporting venceu e venceu bem como comecei o texto. Marcou cedo, a bola estava com dificuldades em entrar na baliza do Paços, mas foi Battaglia, que grande jogo, a colocar lá dentro dando início à conquista dos 3 pontos. Na segunda parte chegámos ao segundo golo após um período complicado onde sofremos alguns ataques à nossa baliza. Podíamos ter feito um jogo completamente tranquilo, mas se assim fosse, isto não era o Sporting. Os últimos 5 minutos reavivaram alguns momentos negativos de outras épocas, mas a equipa continuou forte e não desarmou. 

Vem aí o Belenenses e não podemos facilitar. A luta vai ser intensa e o mês Dezembro decisivo para mostrar que somos Feitos de Sporting!

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