Sporting 1-0 Atlético de Madrid :: a eficácia tramou-nos!

foto: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images


O Sporting venceu o Atlético de Madrid e ficou muito perto de atingir as meias finais da Liga Europa. Não faremos nunca a apologia das vitórias morais, mas esta eliminatória e o que o Sporting mostrou ontem e mesmo em alguns momentos na primeira mão, foi uma possibilidade única de eliminar aquele que é o segundo lugar do ranking da UEFA só atrás do Real Madrid.

Sendo rigorosos e frios na análise fomos eliminados porque o desacerto defensivo em Madrid foi escandaloso e porque não marcámos um golo fora como deveríamos e tivemos oportunidades para tal. Especialmente aquele em que Montero falhou no minuto 90 e qualquer coisa na primeira mão.

Jorge Jesus apresentou um 3x5x2 que se desdobrava rapidamente quando o Sporting pressionava o Atlético Madrid no seu terço de campo defensivo. Mesmo com a contrariedade que foi substituir Mathieu, lesionado, para entrar Petrovic, a equipa Leonina manteve o seu ritmo de jogo forte, principalmente na primeira parte. Este esquema táctico pouco utilizado, já tinha tido sucesso na forma como jogámos (infelizmente não no resultado) quando defrontámos o Dortmund na Alemanha.

Aliás, os primeiros 45 minutos de jogo em Alvalade foram tão intensos e dominadores, que o golo marcado por Montero, assistido por Bruno Fernandes, foi escasso para o que produzimos. O Sporting fez o suficiente para chegar ao intervalo com a eliminatória empatada.

Há que destacar dois jogadores fundamentais na eliminatória de ontem: Battaglia e Acuña.
Representam um tipo de jogador que queremos ver sempre no nosso plantel. Agressivos sem serem violentos, fortes no choque 1 para 1, a jogar sempre no limite e com um coração gigante, do tamanho do mundo. A noite, ontem, em Alvalade foi deles.

Bem sei que isto é uma equipa, e não podemos descartar as grandes defesa do Rui Patrício, as assistências do Bruno Fernandes, as fintas do Gelson ou as "stories" do William Carvalho, mas realmente os dois argentinos foram incansáveis.

O cansaço é, aliás, o que explica não ter sido possível, provavelmente, chegar mais longe no jogo e conseguir o 2-0. A partir dos 70 minutos a equipa do Sporting não aguentou mais percorrer o campo todo e forçar o Atlético a ficar na sua área. É por essa altura que o clube madrileno tem as melhores oportunidades, sempre negadas por Patrício. 

É também por esta altura que o Atlético começa com anti-jogo. Os últimos 10 minutos, quem diria, Simeone deu ordens aos seus jogadores para começarem a perder tempo. Isso relevou o quanto a eliminatória não estava na segura e mostrou que o Sporting nunca foi inferior ao Atlético no total dos 180 minutos. Não foi, não me interpretem mal, nesta minha análise e óptica em que escrevo este texto, porque o resultado prático, infelizmente, foi a nossa eliminação. 

De fora da Liga Europa, o Sporting tem duas competições para continuar focado: a Liga Portuguesa e a Taça de Portugal. Era importante, por momentos, esquecer os episódios mais recentes, a fim de conseguirmos enfrentar os diferentes jogos de cabeça limpa e no final da época, os sócios e a direcção façam a respectiva introspecção e se decida o melhor para o clube!

Comentários

chirola disse…
Foi o Petrovic que entrou para o lugar do Mathieu, não o André Pinto.
João SCP disse…
Boas,

Já está disponível a votação sobre o melhor extremo-direito (ou extremos) da Primeira Liga portuguesa. Podem começar a votar em http://galaxiafutebolistica.blogspot.pt/

Abraços