Rio Ave 1-3 Sporting :: vitória clara em noite inspirada de Jovane!



Corria o minuto 46 quando o Sporting executou com perfeição uma jogada que se iniciou no meio campo, passou por diversos jogadores, entre eles o guarda redes Renan e terminou na baliza adversária com o golo a ser anulado. Foram 12 passes consecutivos, todos medidos e pensados, que pelo meio tiveram duas corridas que permitiram com poucos passes percorrer uma distância considerável de terreno. Não foi golo, porque foi bem anulado, mas estava ali naquele momento explicado o futebol que Marcel Keizer quer e vai continuar impor no Sporting. Para já tem resultado, no futuro logo veremos!

Uma certeza, porém, não deixa dúvidas absolutamente nenhumas, o Sporting a jogar desta forma estará sempre mais próximo da vitória. Que é só o mais importante num jogo de futebol. Ontem, nunca ouvi tantos comentários de Sportinguistas a referirem-se ao futebol ofensivo em detrimento do defensivo no sentido de estar com receio de podermos sofrer mais golos que o normal. Enquanto continuarmos a marcar mais golos na baliza certa do que os que sofremos, a fórmula estará correctamente a ser assimilada por todos!

Segunda feira à noite, sem chuva, nem muito frio, o Estádio dos Arcos a apresentar uma moldura humana e de apoio Sportinguista muito forte. Podia ter sido melhor, fiquei a saber, por exemplo, que muitos tinham bilhetes reservados quando o derby da rotunda da Boavista estava empatado a zero e que no final do jogo não efectivaram a respectiva reserva. Façam um favor aos outros adeptos do Sporting que não se movem com certezas: não reservem os bilhetes se querem ir ao futebol a saber o resultado com antecedência porque isso nunca vai acontecer!

O teste diante do Rio Ave marcou o primeiro grande jogo de Keizer no Sporting. Lusitano de Vildemoinhos e Qarabag, cada um à sua dimensão não foram, nem nunca seriam, o barómetro para analisar a situação actual do clube. Obviamente, ficaram bons sinais e por isso era com expetactiva que a deslocação a Vila do Conde estava a ser encarada. Em casa o Rio Ave ainda não tinham perdido e apenas empatado por uma vez para a Liga Portuguesa em 5 jogos. É uma equipa bem orientada por José Gomes que, no entanto, não foi totalmente cordial com o seu homólogo e quis desvalorizar algo que estava à vista. Correu-lhe mal e podia ter sido pior!

Quando digo que podia ter sido pior é facilmente comprovável pelas inúmeras oportunidades que o Sporting dispôs durante toda a partida. Numa noite ligeiramente mais inspirada e o Sporting teria marcado mais 2 golos, sem grande problemas.

A equipa entrou em campo com uma dinâmica pressionante sobre o adversário como já não se via há muito tempo. Sem dar tempo ao Rio Ave para respirar e acabou por ser natural o golo que inaugural logo aos 8 minutos. Neste curto espaço de tempo percebeu-se rapidamente a deslocação de 2 por vezes 3 jogadores do Sporting a pressionarem o homem do Rio Ave quando tinha bola para rapidamente a recuperarmos. Não sei a estatística, nem será relevante o dado concreto, mas ontem vi o Sporting a recuperar mais bolas em tão pouco tempo na primeira parte, que em muitos jogos completos dos últimos 3 anos. Já agora…chutão para a frente nem um! Aliás, na segunda parte ainda ouvi alguns Sportinguistas irritados porque não entendiam que mesmo em situações defensivas era possível controlar a bola e sair de forma ordenada para o ataque sem recorrer à técnica do pontapé para a frente.

É certo que do outro lado estava uma equipa que joga bom futebol, foi com sorte, e engenho, que na primeira e na única grande oportunidade que tiveram nos primeiros 45 minutos chegaram ao golo do empate. Mas aquilo que poderia ser um problema, rapidamente não feriu o esquema montado pelo nosso treinador e não manchou o que até aos 15 minutos tinha sido feito. Portanto, foi com audácia que chegamos novamente à vantagem passados 10 minutos de permitirmos o golo do empate. Resultado que se verificava ao intervalo.

Para a segunda parte a receita foi a mesma com dois pormenores muito interessantes: menos pressão, pelo cansaço, mas a disposição táctica inalterável, mexer quando necessário.

Foi isso, na minha humilde opinião, que fez resultar em cheio. O Sporting nos primeiros 15 a 20 minutos da segunda parte controlou, pressionando menos mas sendo fiel ao figurino táctico inicial, as substituições foram fundamentais para que nos últimos 25 minutos não houvesse uma surpresa. Acuña naturalmente saiu porque tinha amarelo e com Xistra iria parar à rua se por lá tem continuado, Jovane entrou e não deixou dúvidas que é mais opção que Diaby.

O golo que Jovane marcou e selou o resultado final é absolutamente fantástico e levou ao rubro os milhares de adeptos do Sporting presentes em Vila do Conde.

Respirou-se de alívio e de justiça para tanto futebol apresentado pelo Sporting, o resultado estava, naquele momento, em números bem mais que relevantes da qualidade apresentada.

Não sei o que se irá suceder daqui para a frente, mas, para já, a amostra é boa e estaremos sempre mais próximos dos nossos objectivos sempre que ganharmos e, se possível, que essas vitórias sejam conseguidas com qualidade.

Nota final para Fábio Coentrão: Grande. Está quase a fazer 1 ano que ele me ligou num campanha de marketing do Sporting após uma vitória com um golo dele no Bessa. As prendas de Natal de Fábio são sempre boas. Obrigado!

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