domingo, 26 de março de 2017

Iordanov é, e sempre será, um símbolo do Sporting Clube de Portugal!



Só hoje cheguei a esta rubrica "Reencontros Espetaculares" da televisão Brasileira. Nos 15 minutos do programa que passou a 5 de Fevereiro de 2017, Marcelo Canellas reencontra Iordanov.
Sim, o nosso "mochilas"!!!

Em 1998, no mundial de França, Hugo Canellas falou com Iordanov que estava a representar a Selecção Búlgara e que meses antes lhe tinha sido diagnosticado a esclerose múltipla. Que, com bem sabemos, nunca largou o Iordanov por ser um doença sem cura. Este programa fala do reencontro quase 20 anos depois!

É impossível que as lágrimas não vos embaciem os olhos com as palavras de Iordanov, os depoimentos de André Cruz, César Prates, Leandro Machado e o filho de 10 anos de Iorda, do segundo casamento, com a camisola do Sporting.

Bem sei que nestes momentos ficámos sempre mais frágeis com estas demonstrações incríveis de solidariedade, respeito e amor por um jogador que de Leão ao peito foi um marco na história centenária do Sporting.

O Sporting estará certamente a par de tudo isto, um regresso a Alvalade, nem que fosse para falar às novas gerações era mais que merecido. 

Iordanov é, e sempre será, um símbolo do Sporting Clube de Portugal!

sábado, 25 de março de 2017

Bryan Ruiz é para ficar. Vendê-lo...é um erro!

Gualter Fatia/Getty Images

"Temos vontade em que o Bryan continue e também é a vontade dele."
Bruno de Carvalho

Estas declarações foram efectuadas pelo Presidente do Sporting quando chegou da Costa Rica depois de mais uma abertura de uma Escola Sporting.

De certa forma, para mim, foram tranquilizadoras. Espero, sinceramente, que sejam para manter, as declarações, até que se encontre um acordo possível e positivo para ambas as partes entre Sporting e Bryan Ruiz para o futuro do jogador.

O Sporting é o quarto clube pelo qual Bryan Ruiz fez mais jogos. Continuando como se espera para a época 17/18 e, previsivelmente, efectuando uma boa época, renovar por mais um ano,  o Sporting passará a ser o clube em que o Bryan Ruiz mais vestiu a camisola.

Não é o clube em que o Bryan mais golos fez, os 16 actuais ainda estão longe dos 42 que marcou no Twente, mas já é quase o clube em que mais assistências para golo executou: 22 e apenas 3 de passar para a frente.

Mas, curiosamente, é com Jorge Jesus que Bryan Ruiz mais jogos fez: 81. Superando em 3 aquele que era o treinador com quem mais tinha trabalhado: Michel Preud'homme. 

Desde que chegou ao Sporting, naturalmente, o seu valor de mercado subiu. É normal que haja, e se fale, em clubes interessados na sua possível contratação. Espero que o Sporting não embarque por esse caminho.

Pela Selecção da Costa Rica tem 95 jogos oficiais em 12 anos de convocatórias. É a estrela da companhia. 

E é a estrela não só pela sua qualidade em campo, como pela parte humana e aquilo que representa enquanto um símbolo do país.

Actualmente no Sporting é o jogador mais criativo. Não fez um época de alto nível, como tinha acontecido no ano anterior, mas como ele, quase todos os jogadores do Sporting estiveram muito abaixo do que era esperado. Carrega um fardo, ridículo, e que só podia acontecer no nosso clube. Os Sportinguistas, alguns, continuam a culpá-lo pelo título perdido da época passada. A cegueira e a procura de respostas a esse desaire, levou a isso!

Num momento em que lançamos tantos jovens no plantel, de quem se espera muito, é importante que esta integração seja feita com a ajuda de jogadores experientes, de qualidade e com capacidade para interagir com eles neste processo de aprendizagem. Neste particular falo de Ruiz, mas podia adicionar aqui o Rui Patrício, por exemplo.

É um jogador em que qualquer treinador confia, porque tem uma capacidade fantástica de adaptação as outras posições que não lhe são tão comuns. Veja-se, por exemplo, a posição número 8 que tem ocupado na ausência de Adrien porque, conhece os movimentos dessa posição e porque Jorge Jesus o colocou nesse lugar mostrando o lado de predisposição que o Costa Riquenho tem.

Bryan Ruiz é para ficar. Vendê-lo...é um erro!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Gelson Martins na primeira grande entrevista


A primeira grande entrevista, a um diário desportivo, de Gelson é conhecida hoje no Record.
Vale a pena a leitura onde destaco alguns pontos interessantes:

- ter praticado atletismo e a importância para a sua resistência;
- alcançar o objectivo de marcar mais golos que na época passada, que foram 7;
- a informação para estar na pré-época com Jorge Jesus, ainda antes do Mundial do sub-20;
- os erros no jogo contra o Benfica e o próximo derby sem sentido de vingança;
- a relação com Jorge Jesus;
- o futebol em Cabo Verde;
- as referências Nani e Ronaldo;
- a oportunidade para Iuri Medeiros;
- o convite do Castilla (Real Madrid) e a nega para continuar no Sporting B.

domingo, 19 de março de 2017

Sporting 2-0 Nacional :: Dost e Ruiz na vitória!

foto: Gualter Fatia/Getty Images

O Wolfsburg está a dois pontos da descida, o melhor marcador é Mario Gomez com 9 golos, mas espero, sinceramente, que não desçam porque, provavelmente, proporcionaram-nos o melhor negócio da década e o Sporting ficará (sempre) muito grato pela compra de Bas Dost.

Normalmente, há a tendência para apenas se falar dos maus negócios que se efectuaram na preparação da época 16/17. É normal, e se tivermos em conta o planeamento da mesma e a forma como a equipa se tem apresentado, há uma relação directa com má performance desta temporada. No entanto, o negócio de Bas Dost foi fantástico.

Quando o Sporting vendeu Slimani, por 30 milhões, um jogador que nos tinha custado qualquer coisa como 300 mil euros, muitos se recordarão do caminho que o argelino teve de percorrer no clube. Apesar de adorado na última época, principalmente pelos golos que marcou e pela dedicação dentro de campo, quando chegou ao Sporting não foram poucos os que troçaram daqueles seus pés de "tijolo". Slimani evoluiu e ainda não tinha saído de Alvalade e já se falava em saudades.

Chegou Bas Dost com a missão impossível de igualar tal feito. Cheguei a ler que os 4 milhões de euros brutos que ia ganhar era um exorbitância, isto dito por alguém que, meses mais tarde, em Março, ia ter um papel importante nas eleições do clube. 

Bas Dost começou a marcar na jornada 4, a primeira em que participou, foi anunciado na jornada 3 quando vencemos o Porto por 2-1 em Alvalade, e apenas por 3 vezes consecutivas esteve sem marcar, logo no início do campeonato, porque de resto, são já 24 golos e uma liderança improvável da bota de ouro, troféu tradicionalmente disputado por Messi e Ronaldo.

É já, com 23 jogos, o 5º jogador com mais golos neste número de partidas atrás do incrível Peyroteo (47 golos), Jardel (33), João Lourenço (28) e Mário Wilson (25). (estatísticas via PlayMakerStats).

Não poderia começar a falar do jogo de ontem sem referir o nosso goleador. Diante do Nacional, uma da piores equipas da Liga Portuguesa, e relembro que o clube da Madeira está há 18 anos entre nós na primeira divisão, mas arrisca-se seriamente a descer, foram mais dois golos à ponta de lança.

Aliás, a primeira parte resume-se a duas coisas: os golos de Bas Dost, plenos de oportunidade, com um bem anulado senão eram três, e a precisão de passe e importância de Bryan Ruiz na construção do jogo.

Se de Bas Dost estamos conversados, passemos agora ao costa riquenho.

Na primeira parte teve 91% de precisão de passe. Foi, aliás, o único jogador a atingir tal performance com grande vantagem sobre todos os outros. Esteve nos dois cantos que originaram os golos do Sporting, e já agora, é curioso ver alguns sites de estatísticas e perceber que analisando os diversos itens do jogo, foi, provavelmente, o jogador com melhor nota em campo. 

Mas, ainda hoje, há quem não perceba isso, e irrita-me, desculpem-me que até aceito que o problema seja meu, que se continue a falar mal de Bryan Ruiz sem perceber a importância deste jogador. Deste tipo de jogador no nosso futebol, não percebendo que é o mais criativo que temos no plantel, porque, grande parte desses críticos continua a achar que o título foi perdido com aquele falhanço diante do Benfica. Como já referi aqui vária vezes, não fosse o jogo ser contra o velho rival e não havia tanta conversa. Aliás, basta pensar no jogo uns dias antes nessa época, contra o Vitória em Guimarães e analisar o falhanço de William Carvalho.

"Epá, isso é tudo muito bonito, mas o Semedo até teve 88% de precisão de passe na segunda parte". É verdade, ainda bem, mas a questão é que Bryan Ruiz além da precisão, da criatividade e capacidade para criar jogo ofensivo, fez 3 passes chamados decisivos, o que mais ninguém conseguiu. E se a vitória é, em grande parte, devida à finalização do Bas Dost, os três pontos também têm dedo, do pé, e muito, de Bryan Ruiz naquilo que a equipa foi capaz de jogar na primeira parte.

Já na segunda, foi um adormecimento geral. Vitória estava praticamente garantida, ninguém acreditava na reacção do Nacional, Rui Patrício foi um espectador que apenas foi chamado a intervir e bem aos 76', aliás, devia ter sido adicionado aos 43.167 que marcaram presença em Alvalade e Jorge Jesus, que já tinha deixado Matheus Pereira no 11 titular, tal como em Tondela, e ainda conseguiu lançar Podence e Palhinha em campo.

O Sporting continua estável no terceiro lugar, já o disse mas importa repetir para não me entenderem mal, não é a posição que é muito má, é o facto de estarmos a 10 pontos do primeiro, porque se estivéssemos em capacidade de lutar pelo título, o terceiro, nesta altura, até poderia não ser mau nem inviabilizar o principal objectivo da época. Mas, como sabemos, dificilmente sairemos desta posição e isso é frustrante para todos e a época ficará marcada com esse facto. Resta-nos, fazer um campeonato digno até ao final vencendo, se possível, todos os jogos que nos faltam!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobre Jorge Jesus e a formação, fala quem sabe!


Um excelente texto do Pedro Bouças no Jornal Record que só hoje tive a oportunidade de ler.

"O caminho da formação: hora de soltar o talento 'made in' Alcochete

É verdade que Jorge Jesus poderia ter aproveitado de forma diferente Bernardo Silva ou até André Gomes aquando da sua passagem pelo rival Benfica. E até há um fundo de verdade na forma como demasiadas vezes desdenha os produtos mais jovens provenientes das academias de formação.

Porém, tal sempre em função de um critério que deveria ser inatacável, uma vez que se preocupa sempre em utilizar os melhores. E no Benfica sempre teve melhor que Bernardo ou André, no momento em que estes coabitaram o Seixal consigo. Sempre mais virado para o resultado imediato do que para o preparar o futuro. Exigências próprias dos clubes onde viveu nos últimos anos. A cobrança sempre a ser a do resultado, e não a do potenciar os talentos da formação.

De repente em Tondela, fruto de lesões e castigos, oportunidade para alguns miúdos da formação. E um resultado encantador. Não somente o final expresso no resultado, mas o do caminho, visível nos processos de jogo.

A entrada de Podence trouxe a imprevisibilidade e variabilidade que tanto carecia o ataque leonino. Um só elemento a revolucionar todo um modelo pela capacidade que muito poucos como ele têm de comer metros com bola no pé. De ultrapassar oposição, de pedir bola no pé mas também no espaço.

Há no Sporting um leque de jovens jogadores que poderão na temporada vindoura colocar de novo a equipa leonina no caminho do título.

Da qualidade e potencial inegável de Podence, ao extraordinário nível técnico de Matheus, passando pelas decisões, criatividade de Iuri Medeiros e pela competência de Francisco Geraldes a ligar todo o jogo ofensivo, não ignorando o talento de Gelson Martins, talvez seja o momento de se perceber que é hora de se apostar no talento 'made in' Alcochete.

Não por eventuais necessidades financeiras. Não por estranhos 'fetiches' com jogadores somente porque o critério seja o terem crescido a vestir o leão ao peito, mas porque efetivamente, são bons. São melhores. Pode finalmente Jorge Jesus 'casar' uma aposta na prata da casa, por competência e não somente por necessidade, e ainda assim apresentar uma forte candidatura ao título na próxima época.

Ajudará possibilitar que os miúdos continuem a ter tempo de jogo. Só competindo, errando e acertando na presente época, poderão estar ainda mais preparados para o que virá."

segunda-feira, 13 de março de 2017

Bilel Aouacheria e a exigência de Jorge Jesus


"Já tive a oportunidade treinar com a primeira equipa sob o comando de Jorge Jesus. É um nível muito elevado, somos muito incentivados e ele é exigente, mas sabemos que é para o nosso melhor. E quando você treina com jogadores campeões europeus como William, Adrien e Rui Patrício, sente-se que aprendemos quando saímos do treino."

Bilel, jogador do Sporting B e que no sábado marcou na vitória por 3-1 sobre o Académico de Viseu, em entrevista ao Foot Mercato que pode ser lida aqui.

domingo, 12 de março de 2017

Boloni desmente Pedro Madeira Rodrigues


Voltando à campanha eleitoral, hoje Boloni dá uma pequena entrevista ao jornal O Jogo. Tudo muito direito, como é normal no treinador romeno, com a tranquilidade que lhe é natural. Mas há um pormenor muito interessante numa reposta que dá ao entrevistador aquando da pergunta "O que esperava conseguir fazer num eventual regresso ao Sporting?".

Boloni não deixa dúvidas na sua resposta, principalmente nesta passagem, "É um erro pensar que seria para gerir a formação. Falámos sobre política técnica do clube, não sobre formação".

Ora, esta é uma das razões pela qual a campanha de Pedro Madeira Rodrigues falhou. Foi tanta a demagogia, em diversos momentos, que não se preocupou em mostrar um verdadeiro programa de oposição a Bruno de Carvalho (e havia tópicos importantes para discutir) e claro, no dia 4 de Março, foi largamente penalizado. 



Esta imagem é a tal estrutura que Pedro Madeira Rodrigues apresentou como Estrutura para o futebol do Sporting e nome de Boloni aparece como, entre outras coisas, Coordenador do futebol profissional e formação.

Na realidade, Pedro Madeira Rodrigues só falou em Boloni para poder utilizar durante a campanha o Cristiano Ronaldo, utilizar o seu nome, visto ter sido Boloni que o lançou no clube na equipa principal. Era também uma forma de atacar Jorge Jesus na questão da formação. Outro erro e engano!

A demagogia foi o caminho seguido e penalizado nas urnas de forma democrática pelos Sportinguistas, que sirva de exemplo para futuros actos eleitorais!

Tondela 1-4 Sporting :: esta curva nunca te abandonará!


Apesar de matematicamente ser possível, é consensual que o Sporting não está na luta pelo título. No entanto, cada jogo é para vencer e é impossível ficar longe da equipa, principalmente para quem não pode estar em Alvalade regularmente. 

Pensava eu que o jogo em Tondela, a estreia no renovado Estádio João Cardoso, iria ser calma, numa noite fria de sábado à noite com os do costume ao lado da equipa. Estava completamente enganado. Os adeptos Leoninos estão fielmente ao lado da equipa e recuperámos, em força, o incrível  apoio que nos é tão característico.

Mas esta suposição começou pelo absurdo preço dos bilhetes, o mais barato a 20 euros. Claro que rapidamente ouviremos "se o estádio esgotou é porque o preço estava bem". Há sempre outras formas de ver isto, na Alemanha, o preço do bilhete de época é 4 ou 5 vezes inferior ao de Inglaterra e ambos estão esgotados (nos principais clubes).  Ficámos sempre a pensar, como seria uma lição para um destes clubes, se um dia ninguém comprasse o bilhete e o estádio ficasse vazio. 

Só que essa utopia não existe e era preciso tratar do bilhete. O Solar do Norte, que tradicionalmente tem os bilhetes para estes jogos a Norte/Centro não tinha pedido, mais um vez foi preciso recorrer às redes sociais para encontrar forma de ir a Tondela. Isto porque chegavam notícias que o ritmo de venda estava a correr bem. Um bilhete comprado lá no estádio, por uma grande Leoa, e outros dois comprados através de outro núcleo. O jogo ia mesmo esgotar e o Sporting precisa de rever a forma de vender bilhetes nos jogos cá para cima.

É aqui que os adeptos do Sporting não falham, a Curva Sul em Tondela foi o décimo segundo jogador.

Jorge Jesus surpreendeu com a equipa que entrou em campo. Se Podence parecia ser consensual, já Matheus Pereira, depois do jogo que fez no Dragão, onde pareceu ter sido colocado à pressão, foi uma surpresa. Bryan Ruiz, para quem não percebe a importância do jogador para Jesus, entrou para segundo médio, numa equipa claramente ofensiva e onde era necessária colmatar as ausências de Bruno César e Alan Ruiz.

Curioso foi ver, além de Podence, Gelson Martins e Matheus a titulares, que tínhamos Esgaio, Palhinha e Geraldes no banco. Nada mau para quem ia destruir a formação.

A primeira parte mostrou que Podence atingiu aquele ponto que já justifica a titularidade, mais vezes. Não há dúvida da sua capacidade técnica, da velocidade que imprime ao jogo, e se aos 10' Bryan Ruiz marca um livre de forma superior, bem defendido por Cláudio Ramos, foi dos pés de jovem português que nasceu a jogada, e que jogada, para o primeiro da noite de Bas Dost.

Nesta primeira parte houve muita bola nos pés dos jogadores do Sporting, mas a eficiência nas criação de oportunidades de golo não foi elevada.

O intervalo chegou com maior domínio de jogo do Sporting, no entanto, com poucas oportunidades de golo perante um Tondela apático e sem reacção ao que se ia passando no campo. Patrício foi, praticamente, um espectador nesta primeira parte.

Na segunda tivemos o show de Bas Dost. Rapidamente os sinais eram indicativos do que estava para chegar. Foram duas oportunidades para marcar, a passes de Podence e Matheus, que não tendo sido bem sucedidas, permitiram ao Tondela acreditar que a noite poderia ser melhor, pois foi nessa altura que marcaram o empate, num dos poucos lances em que chegaram à área do Sporting com capacidade de finalização.

Mas, tal como nas bancadas o apoio foi fiel durante os 90 minutos, ontem estava escrito que o Sporting não saía de Tondela sem os três pontos. Ainda os adeptos da casa se sentavam com o sorriso nos lábios do golo do empate, já Matheus Pereira, numa soberba jogada, endossava a bola a Bas Dost para este bisar. Durou pouco, o empate, e o Sporting queria mais.

O que se seguiu? Uma avalanche ofensiva do Sporting com três grandes penalidade a serem marcadas. No estádio, sem repetições, e como foram à minha frente, parece-me bem marcadas.

Bas Dost atira para a esquerda (do guarda redes) a primeira. Golo. A segunda foi para o mesmo lado. Golo. A terceira foi quase para o centro da baliza. Falhou. Nesse lance, Campbell ainda pegou na bola para marcar a grande penalidade, mas Bryan Ruiz foi avisa-lo que é Bas Dost que tradicionalmente marca sem Adrien em campo. O costa riquenho entregou a bola a Bas Dost, viu o holandês falhar o lance e amuou. Viu-se isso no final do jogo e já não é a primeira vez. 

O "Póker" de Bas Dost fez o preço do bilhete baixar para 5€ por golo. Já comi gelados mais caros e não foi com a testa.

Vitória clara do Sporting, sossegada, num jogo em que não deu para sofrer, finalmente, pelo bom desempenho da equipa, mas pelo que a família Leonina apoiou em Tondela em 90 minutos totalmente ao lado dos jogadores, equipa técnica e direcção. 

Palavra final para Geraldes, que no lance da grande penalidade foi saudado por Palhinha que fez 30 ou 40 metros para dar um abraço ao jovem jogador e porque no final do jogo, o "Xico" estava a festejar com a equipa e com os adeptos com um sorriso bem visível. Talvez os críticos, acalmem, e percebam que há um processo de evolução a ser seguido. O Francisco Geraldes terá, certamente, a sua oportunidade!