segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

#Sporting160 : debate dos programas (votação)


Mais logo, a partir das 21h30 vamos debater no #Sporting160 os programas eleitorais e podem, entretanto, votar neste pequeno inquérito.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Marítimo 2-2 Sporting :: marcar três não foi suficiente!

foto: Carlos Rodrigues

O Sporting fez o suficiente para vencer o jogo. Marcou três golos, apenas foram validados dois. No entanto, não vamos embarcar em teorias de vitórias morais, que nunca servem para nada, nem tão pouco na arbitragem controlada.

Os árbitros em Portugal são (geralmente) fracos. A arbitragem em Portugal precisava de uma reformulação séria, como já abordei neste texto. Enquanto alguns tiverem mais privilégios que prejuízos não quererão falar nela. A falta de discussão promovida por quem realmente manda na arbitragem é sintoma que o assunto continuará em "águas de bacalhau". 

Da mesma forma, não tenho problema em admitir que o Sporting ontem poderia ter vencido com um golo mal anulado, mas ainda há 15 dias tirou vantagem de um fora de jogo que não foi assinalado. Este é um mal menor. O problema é o que digo no parágrafo anterior.

Com o empate de ontem podemos, aparentemente, fazer um balanço da época 16/17 no futebol: falhámos todos os objectivos. Eliminados da Taça de Portugal e da Taça da Liga, fora das competições europeias e o campeonato praticamente perdido.

Bruno de Carvalho meteu, e bem, como já tinha dito noutras alturas, as fichas todas no treinador Jorge Jesus e na corrente época. Falhou, em praticamente, toda a linha. Obviamente, vai ter peso nas eleições em Março, mas isso é outra história e lá iremos a partir de 2 de Fevereiro, quando for o início da campanha eleitoral.

Ficou claro na equipa que ontem entrou em campo, os laterais não são suficientes para dar conta do recado, ainda por cima vinham de lesões e estavam sem ritmo, Palhinha fez um jogo muito aceitável permitindo que William descansasse, Bas Dost foi a melhor contratação esta época, das melhores dos últimos 12 anos. 

Não acredito, sinceramente que os jogadores estejam a fazer "a cama" a Jorge Jesus, como por aí se tem lido. O Sporting está, neste momento, naquele tradicional momento que tão bem conhecemos, a equipa entra em campo (quase) derrotada, tudo é feito em esforço e sob brasas. Isto já nos aconteceu no passado, onde o ponto mais baixo de sempre foi na época de Godinho Lopes, este ano com a agravante que a equipa é muito melhor e era obrigatório fazer muito mais.

Duas notas finais de grande importância.

Patrício é o melhor guarda redes a actuar em Portugal, dos melhores da Europa e que ontem ficou mal nos dois golos. Acontece aos melhores, não me venham cá conversas da treta, nem faltas de respeito ao enorme guardião do Sporting que ficará na história do clube como Damas ou Peter Schmeichel.

O Sporting poderá não contar para o título, mas há alguns mínimos a conseguir ainda nesta época. Sejam sérios e competentes é o que se pede aos jogadores, equipa técnica e dirigente!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Breve análise aos programas de Bruno de Carvalho e Madeira Rodrigues


Já fiz uma primeira leitura aos programas eleitorais de Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues. Ainda é cedo para tecer grandes comentários, e só durante o fim de semana, quando estiver a estudar com profundidade os programas para preparar o #Sporting160, é que irei observar com mais detalhe as diferenças.

No entanto, ficam para já algumas ideias em relação ao dia de ontem das apresentações dos programas eleitorais dos dois candidatos.

Bruno de Carvalho (BdC) já deveria ter algum conhecimento do programa de Pedro Madeira Rodrigues (PMR), e por isso, adiantou-se na apresentação do seu. Há muitas ideias claras no programa de Bruno de Carvalho que são faladas no programa de Madeira Rodrigues, mas neste, de forma mais crua, a notar alguma inexperiência.

Depois há uma grande diferença entre o programa de BdC e de PMR, é que o actual candidato que é Presidente do clube, como está por dentro dos assuntos do clube, é capaz de explicar melhor e passar a informação com mais "sumo" em cada medida que apresenta. É normal, e claro, previsível!

Já o tinha dito ontem, e volto a repetir, o PMR obviamente que tem de apresentar o seu programa, e faz todo o sentido, no entanto, a sua grande guerra é "contra" o que BdC fez nos últimos 4 anos com resultados positivos, onde deixo aqui um sumário (adaptado do comentário de um leitor no post do "Pensem pela vossa cabeça"):

- Renegociação/reestruturação da dívida;
- Recuperação dos passes dos jogadores da formação, são nossos e não saem por meia dúzia de tostões;
- Sem fundos, sem Doyens, sem Mendes e com a diminuição óbvia de comissões para valores aceitáveis;
- Renovação e melhoria de Alcochete;
- Obras no Multidesportivo que nunca tinha sido feitas desde a inauguração;
- Abertura de diversas academias pelo mundo;
- Recuperação e investimento nas modalidades para níveis que estávamos habituados;
- Aposta na formação reforçada, um título (juniores) que nos fugia há 8 anos, esta época, por exemplo, lideramos em todos os escalões, embora não seja o mais importante;
- A marca SCP promovida através dos atletas formados pelo clube;
- Reforço e investimento no atletismo e no SCP Olímpico, no Brasil a maior representação de sempre;
- Canal de televisão do Sporting;
- Novo pavilhão...vou voltar a dizer, novo pavilhão;
- Alvalade com excelentes assistências;
- 176 títulos seniores em todas as modalidades em 2016, vá dou esta de barato, não contei os do GL;

Por fim, não quer dizer que não se debata o futebol, obviamente, é uma época frustrante que deverá ser objeto de reflexão.

É contra isto que PMR vai lutar. Convencer os sócios que votaram em BdC que ele não está a fazer um bom trabalho na sua globalidade.

No programa em concreto de PMR gostava de ressalvar algumas ideias importantes:

- Velódromo, ainda que mal escrito no documento, é uma ideia interessante e que deve ser analisada do ponto de vista custo/benefício;
-"Tornar obrigatória a declaração de rendimentos e património no início e no fim do mandato pelo Presidente do clube e da SAD;" - "Impor um limite máximo de 23 jogadores ao plantel da equipa principal;"
- "Tornar o Professor Mário Moniz Pereira o sócio perpétuo número 2;"
- "Estudar o regresso do basquetebol numa perspectiva sustentada", acho que está mal explicada, apesar de não estar no primeiro escalão, há um plano em marcha para levar o basquetebol ao escalão principal, tal como aconteceu no Hóquei;
- "Propor a criação da figura do sócio-núcleo,"
- "Propor a criação da figura do sócio-núcleo,"
- "Garantir a detenção da maioria de capital da SAD, preparando a recompra de VMOC`s";
- "Estudar a possibilidade de garantir um centro de estágio no Norte de Portugal que seja utilizado pelas nossas equipas;"
-"defender junto das entidades responsáveis pela marcação dos horários dos jogos...tenham consideração os sócios e adeptos que vivam longe de Lisboa".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Pensem pela vossa cabeça!


Este dia custou muito. Muito mesmo. Uma eliminação que não estava à espera, um continuar de uma época, até ao momento, desastrosa, que, a continuar a este ritmo, não oferece garantias que as coisas vão melhorar.

Mas estas alterações são péssimas para trazer à tona um conjunto de adeptos/sócios Sportinguistas que esperam por estes momentos para soltarem o que de pior é possível na argumentação futebolística parcial e desonesta.

Entre adeptos mais ou menos famosos, há os que lançam frases habilidosas, e resolvem tudo com um "problema de liderança". Mas que na realidade, não passa de um aproveitamento eleitoral. Há os que insultam o treinador porque, na verdade, nunca gostaram dele e só falavam mal dele no Benfica, engoliram o sapo da época passada, mas têm a oportunidade lhes dizer o que ia, efectivamente, na alma. Há adeptos que comparam os jogadores que falharam na época de Godinho Lopes e comparam-nos com os de agora, mesmo que só estejam há meses no clube, e esquecem-se de tudo o resto que se passou. Antes e agora, em momentos complicados das diferentes direcções. E o cúmulo da desfaçatez, quando se pensa que se correu com o Godinho porque o Sporting estava em sétimo lugar e portanto, Bruno de Carvalho deveria ser corrido também, porque na prática, este quarto lugar e fora das competições é (practicamente) o mesmo.

A imprudência e o cinismo com que estas coisas são ditas vão de encontro ao que eu tenho escrito nos últimos tempos, há Sportinguistas que na hora de votar vão usar estes argumentos banais, de pouca qualidade para decidir o futuro Presidente do Sporting.

Não o façam, porque ainda não saíram os programas. Mas também não vou tecer grandes comentários sobre as eleições, a seu tempo as coisas começarão a ser debatidas, mas, como já tinha dito há uns dias, é preciso que pensem pela vossa cabeça que é, provavelmente, o único local onde ninguém entra sem que vocês deixem. 

A decisão do futuro que pretendem para o Sporting não pode nunca ser construída com base em mentiras cobardes como os 40 milhões de euros de aquisições na reinado de Jorge Jesus comparando com o que Marco Silva fez ou teve acesso, ou nos 8 milhões de Alan Ruiz ditos e re-ditos dias após dia. O futuro do Sporting, assim penso eu, deve tem em conta uma reflexão entre o que foi prometido aos sócios e o que foi construído e dessa avaliação perceber se os outros candidatos apresentam um programa sólido capaz de ser melhor, em teoria, do que até agora foi conseguido. Simples Esta é a mensagem base!

A partir de quinta feira, palpita-me, vamos ter um início de uma nova batalha no Sporting. Pelo menos, que seja delicada, construtiva, digna e acima de tudo que defenda o Sporting e os Sportinguistas!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Chaves 1-0 Sporting :: blackout!


Depois do que se passou no jogo do passado sábado, onde manifestei a minha pouca vontade de escrever sobre o jogo, no entanto, mostrei de que fibra são feitos os Sportinguistas, hoje não tenho dúvidas que o blackout é a melhor forma de encarar o que se passou em Chaves para a Taça.

Não há razão para escrever mais do que tem sido dito aqui, no blogue, no podcast Sporting160, e, neste momento, o que pretendo é ver Bruno de Carvalho e Jorge Jesus falarem sobre o que se está a passar no clube.

Não sendo a favor do blackout do clube, já manifestado noutras alturas em que isso aconteceu, sou favorável ao meu silêncio em relação ao jogo de hoje e espero que os responsáveis principais pelo actual desastroso momento falem.

Agora é a vossa oportunidade!

#Sporting160 :: 7º programa


O sétimo programa do #Sporting160 já está disponível. Gravado ontem à noite em directo com a convidada especial Marta Spínola, do blogue És a Nossa Fé.

O jogo em Chaves para o campeonato e a Taça foram os principais temas do debate com a interacção dos ouvintes através do chat.

Podem ouvir no link em baixo:
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iTunes Sporting160

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A culpa é do Presidente!


Não há que ter dúvidas absolutamente nenhumas em relação ao desastre que para já é esta época: a culpa é do Presidente!

Dizer assim parece duro, forte e até, aceito, cruel. Votei, não me canso de referir, duas vezes em Bruno de Carvalho. Mas, como todos sabemos, quando se vence, mérito de jogadores e treinadores, quando se perde e as coisas estão mal, o Presidente assume!

Não pode haver dúvidas algumas que a responsabilidade máxima é do Presidente do Sporting. Apostou num treinador que não lhe está a trazer títulos, aumentou (e bem) o orçamento da equipas principal para criar uma equipa competitiva para a época 2016/17, contratou o Octávio,  o Nuno Saraiva, infelizmente nada disso está a correr bem. 

Nem creio, conhecendo Bruno de Carvalho como já o conhecemos, que fuja às suas responsabilidades. Se o fizesse, seria um enorme balde de água fria.

Nesta altura o que é mais preocupante no Sporting é ter a a equipa a jogar muito pouco, depois de uma época onde o futebol foi do melhor que vimos nos últimos anos, e olhar para alguns erros de gestão que faz lembrar o Presidente Bruno de Carvalho poucas semanas após assumir o clube depois das eleições ganhas.

Tudo isto é muito bonito, mas e agora?

Pois, é complexo. Porque as decisões a ter em conta devem ser ponderadas em relação ao período eleitoral que aí vem.

Despedir Jorge Jesus não resolve absolutamente nada. Farto da bipolaridade, e dos adeptos que moldam as atitudes em face do "80", na época passada era o maior, e do "8", é matá-lo!

A avaliação ao trabalho do treinador deve ser efectuada no final da Maio. Para mim não oferece discussão. Seja este ou outro qualquer Presidente a tomar a decisão. 

E depois ainda há o problema da rescisão. Era preciso que Jorge Jesus considerasse que não estava a fazer um bom trabalho e pedisse a demissão para que o custo da sua saída não fosse tão elevado. Não acredito nisso!

O mercado não funcionou. Bruno de Carvalho está, pelo que vimos em relação a esta época, rodeado ou de pessoas que não percebem de futebol, ou deixou tudo nas mãos do treinador e agora é complicado descalçar a bota. Falharam-se muitas contratações, o dinheiro desperdiçado é assinalável, mas, tal como disse em cima, a responsabilidade deve ser assumida por si. Nem é assunto!

Gostava de dizer que um Director Desportivo poderia resolver o problema na relação mercado-treinador, mas pelo que vimos no passado de Jorge Jesus, não me parece que isso seja solução. O ego do treinador não permitirá que alguém se intrometa nesse seu plano de acção. Por isso, Bruno de Carvalho trouxe Octávio Machado, no fundo, servia para não chatear JJ e apenas fazer o trabalho de falar contra os árbitros e afins, com pouco sumo.

Com isto chegámos ao ponto essencial, as eleições estão à porta, os programas ainda não foram apresentados pelos candidatos, não me parece haver dúvidas que só existirá uma forma de ultrapassar este período menos conseguido do Sporting: todos a puxar para o mesmo lado.

Ora, como estamos num período eleitoral, não me parece que vá ser, de todo fácil, haver um rumo único. O Sporting está dividido, não em partes iguais, entre os apoiantes do actual Presidente, os do candidato da oposição e os adeptos que não se identificam com Bruno de Carvalho mas também não querem um regresso ao passado de Godinho Lopes e companhia. Estes flutuantes podem ter um papel importantes nas eleições? Não sei. Ainda é cedo para perceber isso!

Há uma certeza, porém, que os resultados desportivos vão influenciar cada vez mais o lado do Presidente actual, a continuarem assim, de forma negativa. E a avaliação global do mandato será afectada pelo que o futebol conseguir fazer até Março.

No imediato, não é a afrontar os jogadores que vamos conseguir tê-los do nosso lado, mas fica o sinal que Bruno de Carvalho não os pode ver de forma tão próxima, pelo menos internamente. O distanciamento para todos é, para mim, o que deve o Presidente fazer neste período tão conturbado. 

Deixar o treinador...treinar, e ele Presidir os destinos do clube, como há muito não tem feito, e houve muitos assuntos em que ele, distanciado, soube e bem resolver o problema que encontrou. 

Espero, nesta altura, alguma cautela de Bruno de Carvalho, menos "spins" comunicacionais, menos entrevistas, menos discussões em praça pública. Separando, obviamente, o que é campanha ou não. 
Algum silêncio, não confundir com black-out, valerá nesta altura ouro!